08 de julho de 2026
Esportes

Alemanha treina sem Ballack e Klose

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Berlim - Alemanha e Argentina preparam-se para o sensacional duelo das quartas-de-final da Copa do Mundo. O jogo será nesta sexta-feira, em Berlim. O capitão e o artilheiro da Seleção Alemã, Michael Ballack, e Miroslav Klose, respectivamente, não treinaram ontem com o resto da equipe.

Um porta-voz da Federação Alemã (DFB), Hans Ulrich Voigt, disse que a ausência de ambos não foi em razão de lesões. “Os dois jogadores estão fazendo treinos individuais específicos”, disse Voigt. “Não tem nada a ver com lesão ou coisa do tipo. Eles estão malhando, para melhorar o condicionamento físico.”

Outra ausência sentida foi a do goleiro reserva Oliver Kahn que, segundo Voigt, passou mal e voltou para o hotel. Ballack perdeu o treino de domingo, após uma leve lesão no pé direito, mas na segunda-feira o técnico Jürgen Klinsmann disse que o capitão já havia se recuperado.

Segundo o jornal alemão “Bild”, a boa campanha na Copa do Mundo e a classificação às quartas-de-final valorizou todos os jogadores alemães no mercado de transferências. Com os gols marcados até agora, Klose, por exemplo, passou de 15 milhões de euros para 35 milhões; Ballack, de 30 para 35 milhões, e Podolski, de 11 para 18 milhões.

O auxiliar do técnico alemão Jürgen Klinsmann, Joachim Loew, provocou polêmica ao ser fotografado com uma camisa que tinha simplesmente o nome “Argentina” estampado. A foto foi publicada pelo jornal “Bild” sob o título “Sacrilégio”.

“De fato, não notei o que estava escrito”, defendeu-se Loew, sem se alongar. O episódio é o segundo que envolve alemães e roupas com alusões a seus rivais. Antes do começo da Copa, o astro Michael Ballack foi flagrado com uma camisa com o escudo da Itália.

“É para me lembrar de 1990, quando ganhamos o título mundial”, explicou na época. O alemão Boris Becker, ex-tenista número um do ranking mundial, afirmou em artigo publicado ontem, pelo jornal inglês “The Times”, que voltou a se sentir confortável em ser alemão por causa do clima em torno da Copa que seu país abriga.

“É maravilhoso estar de novo no meu país, um lugar onde já não vivo e me sentir confortável sendo alemão”, escreveu. “Não esquecemos o que ocorreu no nosso país no passado, e não há de se esquecer. Somos mais cosmopolitas do que pensam as pessoas, mais abertos, mais acolhedores, e isso se viu nas três primeiras semanas do Mundial”.