07 de julho de 2026
Nacional

VarigLog pode não comprar a Varig

Por Da Redação | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Rio de Janeiro - O investimento de cerca de US$ 500 milhões que a Varig Log planeja fazer para comprar a Varig pode ser inviabilizado por causa de duas reviravoltas na negociação que vieram à tona anteontem, conta uma fonte da ex-subsidiária de logística e transporte de cargas.

Ontem, a Varig Log fez mais um depósito para a Varig pagar despesas emergenciais, mas o valor não foi divulgado. Na segunda-feira, foram emprestados R$ 8 milhões (US$ 3,5 milhões) para garantir a operação da Varig por 24 horas. Ao todo, a Varig Log se propõe a emprestar US$ 20 milhões até a realização de novo leilão.

A primeira ameaça à proposta da Varig Log foi a liminar obtida pela Fazenda Nacional, que determina que o dinheiro arrecadado no leilão da Varig seja usado para abater dívidas tributárias e previdenciárias. Outro revés foi o pedido do administrador judicial da Varig, a consultoria Deloitte, de garantir a continuidade de operações da “Varig antiga”, que herdaria o passivos e teria 5% das ações da Varig. Para a Varig Log, essa seria uma forma de assumir a administração dos débitos da antiga controladora. “Nossa proposta pode cair no vazio. O investimento pode ser inviabilizado”, diz a fonte.

O problema é que o dinheiro que a ex-subsidiária planeja pagar pela Varig, equivalente a R$ 1.115 bilhão, não conseguiria cobrir a dívida com a União (R$ 2 bilhões) e com o INSS (R$ 1,5 bilhão). Portanto, não sobrariam recursos para amortizar débitos com demais credores estatais e privados.

Antes da liminar obtida pela Fazenda, estava definido que os credores estatais e privados receberiam parte do dinheiro do leilão para amortizar seus débitos. Apesar desse cenário, a fonte conta que os negociadores da Varig Log trabalhariam durante todo o dia de ontem e hoje cedo, quando a Justiça do Rio deve dar sua decisão sobre o futuro da Varig: falência definitiva, novo leilão ou convocação de assembléia de credores para avaliar a proposta da Varig Log, que mesmo sendo aprovada terá de passar por outra concorrência.

Gol

A Gol Linhas Aéreas anunciou ontem que incorporou a 49.ª e 50.ª aeronaves na sua frota, composta por aviões Boeing 737. A 49.º já está em operação desde a semana passada. Com o aumento da frota, a companhia deve ampliar as operações diárias de 500 para 530, em 50 aeroportos de 47 cidades no Brasil e da América do Sul. A empresa informou que ampliou seu plano de frota para o período de 2006-2008 para atender à ampliação do tráfego doméstico de passageiros, estimado em 18% em 2006.

Segundo David Barioni, vice-presidente Técnico da companhia, “o contínuo aumento da frota permite que a GOL aproveite oportunidades expressivas de expansão do mercado de aviação, tanto doméstico quanto internacional”. A GOL, que esperava terminar 2006 com 60 aeronaves, refez seus planos e deve encerrar o período com 62. No ano que vem, a companhia deve chegar a 75, em 2008, a 81. Até o ano de 2012, a empresa espera ter uma frota de 96 aviões, sendo 67 próprios e 29 leasing.

TAM

A TAM Linhas Aéreas informou que vai iniciar vôos para Boa Vista (RR) a partir do dia 17 de julho. A viagem será realizada com os Airbus A320, com capacidade para transportar até 168 passageiros. Com este novo destino, a TAM atinge 25 Capitais brasileiras de um total de 26, além do Distrito Federal. Ao todo, a companhia passa a oferecer vôos para 47 localidades no território nacional.

Com os acordos comerciais firmados com companhias regionais, chega a 72 destinos. O vôo para Boa Vista partirá do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e terá escalas em Brasília e Manaus (AM), chegando em Boa Vista e, aos domingos, partirá de Brasília com escala em Manaus.

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Cancelamentos

Brasília - A Varig cancelou 66,7% dos vôos programados entre 0h e 8h de ontem, segundo informações da Infraero (estatal que administra os aeroportos brasileiros).

Dos 105 vôos previstos para o período, 70 foram cancelados pela companhia. Desse total, 62 eram domésticos, 73,8% dos 84 programados para destinos no País. Entre os internacionais, oito dos 21 programados (38,1%) foram cancelados.