07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Com evasivas

Renato Purini, jovem e no auge de seus quase 30 anos, foi acometido por falta de memória ontem, na frente do promotor Fernando Masseli Helene e também ao ser indagado pela imprensa para falar sobre suposta doação de verba na campanha de 2004. Com evasivas e medindo cada palavra, Purini - assim como fez Tuga Angerami - confirma o encontro com uma empreiteira, no período eleitoral, mas nega qualquer acerto financeiro.

• Sem memória

Renato Purini deixou a sala da Promotoria tenso, nervoso e ficou, no mínimo, desconsertado com suas evasivas sobre virtual doação à campanha por intermédio de alguém da Marquise. Ele soube dizer que o interlocutor de uma conversa em São Paulo era do Ceará, terra natal da Marquise, mas não se lembrou do nome do intermediário, pessoa, aliás, que seria muito próxima a ele, coincidentemente...

• Coincidência...

Por falar em coincidências, o promotor Fernando Masseli Helene concluirá a primeira etapa de depoimentos no episódio da apuração sobre eventual caixa 2 hoje, ouvindo o empresário Caio Coube, que declarou ter sido procurado pela Marquise. Amanhã, Helene embarca para Fortaleza, capital do Ceará, a passeio.

• Plano da discórdia

O Plano Diretor nem entrou em discussão na Câmara Municipal e já provoca reações dos vereadores. Na sessão de segunda-feira, o vereador Paulo Madureira (PP) criticou a minuta do Plano. Um dos pontos que ele considerou falho foi a sugestão de reduzir o crescimento da cidade na região Sul e fomentar o desenvolvimento da região Norte.

• Não será restritivo

As declarações de Madureira foram rebatidas por Rodrigo Agostinho (PMDB), que acompanhou de perto a elaboração do Plano Diretor. De acordo com Agostinho, o Plano não restringe nem proíbe o desenvolvimento de qualquer região da cidade, mas sugere que se priorize a região Norte, principalmente por causa das obras de extensão da avenida Nações Unidas.

• Zoneamento, já

Agostinho defende a discussão de uma nova Lei de Zoneamento tão logo o Plano Diretor seja aprovado. Segundo ele, a lei atual é de 1982 e vem sendo “remendada” ao longo dos anos. Uma das preocupações do vereador é com relação ao número de corredores comerciais que a Câmara aprova. Com uma nova lei, as definições sobre áreas comerciais e residenciais seriam atualizadas.

• Antro de drogados

O vereador Madureira tem predileção por pegar no pé dos secretários de Esportes de Bauru. Quando Antônio Carlos Barbosa era titular da pasta, o vereador não poupava críticas. Com a entrada de Edison Maitino na Semel, Madureira deu uma trégua, mas voltou a cobrar ações do novo secretário na última segunda-feira, principalmente com relação ao estádio municipal Edmundo Coube que, segundo ele, é “um antro para drogados”.

• Luz no fim do túnel

Os ferroviários de Bauru começam a vislumbrar um pequeno facho de luz no fim do túnel. Com o acerto da venda do prédio da estação, os trabalhadores devem começar a receber parte dos direitos trabalhistas em agosto. Depois de tanto tempo sem receber um tostão, a notícia é muito bem recebida pelos ferroviários.