Frankfurt - Para o zagueiro francês Lilian Thuram, jogar com o Brasil é algo que lhe traz lembranças não só por ele ter estado na final da Copa do Mundo de 1998, em que a França se sagrou campeã contra a Seleção Brasileira, mas também porque o Brasil sempre fez parte da sua vida como torcedor de futebol. Mas ele alerta que, se isso faz do Brasil favorito para vencer seu time nas quartas-de-final, não faz dos brasileiros os vencedores antecipados da partida.
“Quando era pequeno torcia pelo Brasil. Eram os melhores, por isso eu era torcedor brasileiro como todo mundo. Todos sonham jogar com o Brasil no Mundial, todos os países sonham em enfrentá-lo numa final. O Brasil representa o futebol, simplesmente. Mas se tem alguma coisa que faz o futebol ser amado no mundo inteiro, é o fato de nunca se saber como um jogo vai terminar. Nem sempre ganha o favorito”, apontou.
Thuram alerta que foi importante para os franceses, no jogo das oitavas-de-final, na última terça-feira, chegarem provocados pela torcida dos espanhóis, que se diziam favoritos.
“Quando chegamos ao estádio os torcedores espanhóis nos faziam gestos. Depois vaiaram nosso hino nacional. O que não entenderam é que isso nos motivava ainda mais. Os jogadores espanhóis também fizeram declarações sobre a idade do grupo da França. Pessoalmente, tudo isso foi muito instigante.”
Aos 34 anos, assim como Zinedine Zidane, Thuram está no time com a maior média de idade da Copa do Mundo - a mais próxima dos 30 anos. Mas o zagueiro da Juventus, diferente de ver isso como uma desvantagem, diz acreditar que a idade traz uma maneira diferente de curtir a competição.
“É uma sensação difícil de descrever. Quando Zidane marcou o terceiro gol, foi a liberação. Saboreei o momento de uma maneira incrível. Sem dúvida, pela idade”, apontou Thuram, que venceu os espanhóis em Hannover.
Thuram vai se despedir da Seleção Francesa nesta Copa do Mundo, anunciou. “Decidi que era minha última competição desse nível, e foi realmente fantástico viver algo assim. Inclusive, senti mais emoção que na Copa do Mundo da França, de 1998”, declarou o jogador.
Hernry
O atacante francês Thierry Henry afirmou ontem que não “cavou” a falta que resultou no segundo gol de sua equipe contra a Espanha, como acusaram os jogadores e técnico adversário.
“O lateral da Espanha Mariano Pernia ia ganhar a bola, por isso nem sei porque o Puyol me cortou, mas ele fez. Eu não trapaceio”, disse Henry à BBC. Após o jogo Puyol reclamou da marcação. “Se foi alguma, foi falta do Henry”. O defensor do Barcelona recebeu o apoio do técnico Luis Aragonés.”