08 de julho de 2026
Nacional

CPI do Tráfico de Armas quer prorrogar trabalhos

Folhapress
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São Paulo - Os parlamentares da CPI do Tráfico de Armas aprovaram ontem um requerimento que pede a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. O prazo inicial termina na próxima segunda-feira. A decisão final cabe ao presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Segundo o relator da comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), apesar do pedido, a CPI pode apresentar relatório na segunda. “Trabalhamos para cumprir o prazo, mas esse não é um debate político ou eleitoral, pelo contrário, é uma das poucas comissões que trabalham para cumprir objetivos concretos.”

Os integrantes da CPI pretendiam ouvir o ex-secretário de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Nagashi Furukawa, mas ele não aceitou o convite. No último dia 9 de junho, os parlamentares ouviram o líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, na penitenciária de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo).

Para Pimenta, no depoimento, ele mostrou como a organização “montou um arsenal capaz de fazer frente ao das forças policiais”. No último dia 21 de junho, quatro dos parlamentares foram a Recife para ouvir presos considerados braços do Comando Vermelho (CV) e do PCC na região Nordeste.