08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Terra de ninguém


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O mar aberto sempre foi um sinal de liberdade. Suas águas de tonalidades únicas atraíram incantáveis homens para viver em condições ruins em favor deste sentimento que a imensidão azul nos traz, mas o mar tem outra peculiaridade que o torna além de livre, libertino.

É o conceito de águas internacionais. Se uma moeda cai no meio do Atlântico, ela é de quem? Do descuidado, de Poseidon? É de quem pegar primeiro.

Hoje, com a realidade virtual a pleno vapor, conseguimos colocar a imensidão e a liberdade do mar dentro de uma máquina, computadores, realidade virtual, internet.

Mas ao navegar na internet descobrimos que junto aos benefícios veio também a peculiaridade do mar. A terra de ninguém.

No mar, cada país decidiu cuidar das águas costeiras, e deixaram as águas internacionais à deriva, mas e agora? Se a internet atrai piratas e tubarões, é possível manter-se passivo diante deste panorama? E agora, o que é costeiro e o que é internacional?

Parece que voltamos ao velho Caribe. Homens individualistas, ilhas, interligados por um espaço infinito, o mar, ameaçados constantemente por piratas.

E se não se alcançou uma ética neste universo novo, talvez tenhamos que enjaulá-lo no cárcere do material, porque se os danos dos crimes cibernéticos são sentidos na realidade, suas conseqüências devem ter destino semelhante.

Guilherme Neves Cruz - aluno da 2.ª série do ensino médio - RG 46.761.868-9