09 de julho de 2026
Política

Câmara ouve Tuga e Purini no dia 6

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Tuga Angerami (sem partido) e o vice Renato Purini (PMDB), presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), irão à Câmara Municipal na próxima quinta-feira, dia 6 de julho, às 14h, para darem explicações, em audiência pública, sobre as denúncias reveladas pelo JC de suposto caixa dois na campanha eleitoral de 2004, quando a empreiteira Marquise teria doado até R$ 400 mil, não contabilizados, à campanha da chapa Tuga-Purini.

A convocação de Angerami e Purini foi aprovada pela Câmara na sessão de segunda-feira passada, com a expectativa que a audiência pública fosse realizada ainda esta semana, o que não ocorreu por causa do depoimento do prefeito e do presidente da Emdurb ao Ministério Público (MP), além de outros compromissos de vereadores e do próprio Tuga Angerami, que impediram a realização da audiência.

Na semana passada, havia o temor de que a convocação de Angerami e Purini depois da ida ao MP esvaziaria a audiência pública. No entanto, os vereadores entendem que será a oportunidade para confrontarem os depoimentos que o prefeito e o vice prestaram ao promotor de da Cidadania e Defesa do Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene. No entanto, já se espera que o discurso “não sei de nada” seja mantido por eles.

O prefeito e o presidente da Emdurb estiveram anteontem no Ministério Público, e confirmaram o contato com a empreiteira Marquise mas enquanto Tuga se colocou como mero espectador no encontro realizado com representantes da empresa, em São Paulo, Purini disse que não se lembrava do teor da conversa com os representantes da empresa.

Para o vereador Primo Mangialardo (PV), o prefeito e o vice vão precisar ser mais claros na audiência pública, já que no depoimento ao MP não se acrescentou quase nada e pouco se esclareceu. “Eles não disseram nada ao promotor, vamos ver se na audiência eles falam alguma coisa mais consistente”, disse.

Já o vereador Paulo Madureira (PP) já tinha se manifestado pela realização da audiência depois do depoimento de Angerami e Purini ao Ministério Público. Segundo ele, os vereadores terão a possibilidade de comparar os depoimentos dados ao MP com o que o prefeito e o vice disserem na Câmara. “Entendo que esta Casa precisa comparar os depoimentos, para não deixar dúvidas”, ressaltou.

Perguntas

Ao contrário do depoimento ao MP, na audiência pública o prefeito e o vice ficarão frente a frente e terão que responder os questionamentos dos vereadores e da população presente à audiência.

De acordo com o presidente da Câmara, Toninho Garmes (PSDB), a resolução que trata das audiências públicas prevê que os convocados façam suas declarações pelo tempo que acharem necessário. Depois disso é a vez dos vereadores formularem questões ao prefeito ou ao vice, ou a ambos.

Após as perguntas dos vereadores, as pessoas presentes formulam suas perguntas, por escrito, e entregam ao secretário designado para a audiência. “Se a questão for pertinente ao assunto em questão, o secretário lê a pergunta para o prefeito ou para o vice, ou ambos, dependendo do direcionamento que o autor da pergunta solicitar”, explicou. Esgotadas as questões dos presentes, os vereadores podem fazer novas perguntas, se assim o desejarem.