Às vésperas da campanha eleitoral, fica evidente o “racha” no PPS de Bauru, onde dois grupos diferentes disputam o comando do partido, um composto pelo ex-presidente da sigla Rubens de Souza, pelo advogado Sérgio Rosseto e pelo ex-prefeito Nilson Costa, e outro formado pelo estudante Reginaldo Dias, pelo arquiteto César Scudeller e pelo ex-vereador Zito Garcia.
A divisão entre os grupos se tornou maior depois que, segundo Reginaldo Dias, sem consultar os demais filiados, o grupo de Rubens de Souza decidiu entrar com representação no Ministério Público Eleitoral contra a coligação que ajudou a eleger o prefeito Tuga Angerami. “Ninguém do partido foi consultado. Foi a decisão de um grupo, sem o aval dos filiados”, afirmou Dias.
De acordo com ele, há tempos o grupo de Rubens de Souza toma decisões pelo partido, sem que tenha o direito de fazê-lo. Para Dias, o grupo em questão não respeita o estatuto do partido, que permanece sem comando. “O PPS de Bauru não tem comando. O diretório de Bauru é vencido e não há nada que prove a existência do partido na cidade”, frisou.
Dias afirmou que enquanto um grupo tenta estruturar o partido, o outro só pretende evidenciar suas candidaturas, enquanto os filiados ficam sem saber a quem recorrer. “A gente busca essa estruturação, busca uma resposta da direção estadual para mudar essa situação, mas por enquanto o partido está sem comando”, ressaltou.
A expectativa é que a direção estadual do PPS indique uma comissão provisória na cidade, visando a convocação de eleições para formar um novo diretório. “Se a comissão for instalada, ela terá até 37 dias para convocar um processo eletivo dentro do partido e a partir daí, reestruturar o diretório municipal”, disse.