08 de julho de 2026
Polícia

Aposentado é morto a facadas em pensão

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O aposentado João Inácio Júnior, 47 anos, foi encontrado morto no quarto em que vivia numa pensão da quadra 7 da rua Cussy Júnior, Centro de Bauru, ontem à noite. Ferido com golpes de faca, ele estava deitado de bruço na cama. No cômodo foi encontrada uma faca grande, usada no homicídio. Até o fechamento desta edição, a polícia ainda não havia esclarecido quem matou Inácio Júnior e por qual motivo.

Porém, havia um suspeito sendo procurado. Quando a equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) chegou ao local, acionada por moradores da pensão, o aposentado já estava morto. O delegado Silberto Sevilha Martins, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que esteve no local, afirma que havia três linhas de investigação para chegar à autoria do crime.

Uma delas é uma desavença com o suspeito, cujo nome não foi divulgado, que estaria para mudar-se para a pensão, com quem o aposentado havia disputado uma partida de sinuca ontem. A vítima teria perdido a aposta e ido ao banco sacar o dinheiro, e posteriormente pago o valor. A segunda linha de investigação é uma briga por causa de sexo e, a terceira, um aparelho de DVD e um celular. Isso porque os policiais acharam no quarto caixas de DVD e de celular vazias.

O delegado ressalta que existem outras informações que não podem ser descartadas. “A equipe de homicídios da DIG mais o pessoal do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) estão diligenciando na tentativa de encontrar o autor do crime”, disse.

Até o fechamento desta edição, a polícia não conseguiu achar nenhuma testemunha do homicídio ou alguém que tenha ouvido barulho estranho. De acordo com Martins, não havia controle de entrada e saída de pessoas do estabelecimento, o que dificulta saber quem estava com a vítima ontem à noite.

Como o laudo do Instituto Médico Legal (IML) ainda não havia saído, a polícia não sabia quantas facadas Inácio Júnior levou. O delegado titular da DIG também não sabia se havia marcas no corpo da vítima que revelassem que ela tentou defender-se. No quarto do aposentado também foram apreendidos uma calça e um tênis, que Martins acredita serem do autor do crime.