Bergisch Gladbach - Desde que a França venceu a Espanha e obteve a classificação para enfrentar o Brasil nas quartas-de-final da Copa do Mundo-06, os jogadores brasileiros têm negado o clima de revanche pela final do torneio de oito anos atrás.
A única voz dissonante é de Zé Roberto, que estava no banco na derrota por 3 a 0, em 1998. Um dos destaques da equipe nos quatro primeiros jogos, o meia vê na partida de sábado uma oportunidade de reescrever a história.
“Ficou uma marca e essa marca tem tudo para ser apagada devido a esse jogo que a vida nos proporcionou. Tem momentos na vida que não voltam mais, mas a vida nos proporcionou este momento e não vejo a hora de entrar em campo”, afirmou o jogador, que foi eleito duas vezes - contra Austrália e Gana - o melhor em campo.
O lateral Cafu, que também fez parte da campanha vice-campeã mundial, avalia a partida de maneira oposta. “Ficou na história, passou. O tempo passou, são outras responsabilidades. Eles foram melhores em 1998 e foram campeões, assim como nós fomos em 2002. Não podemos levar esse sentimento de vingança para o campo porque é um sentimento ruim.”
Estreante em Copas do Mundo, o zagueiro Juan tem opinião semelhante à do capitão. “Ninguém comenta sobre revanche. São poucos jogadores daquele jogo. Eram só seis jogadores e a maioria foi campeã do mundo depois. Ninguém vai mudar mais aquele resultado”, disse.
Além de Cafu e Zé Roberto, faziam parte da Seleção vice-campeã o goleiro Dida, o lateral Roberto Carlos, o meia Émerson e o atacante Ronaldo. Destes, apenas Zé Roberto e Émerson não foram campeões mundiais há quatro anos.