09 de julho de 2026
Esportes

Zidane é poupado de treino da França

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Hamelin - O meia Zinedine Zidane não participou dos treinos de ontem da Seleção Francesa por causa de uma pancada na perna que levou no jogo contra a Espanha, na última terça-feira. Segundo o departamento de imprensa da equipe, trata-se de uma lesão leve e poupá-lo do treino foi apenas uma medida de prevenção.

“Ele levou uma pancada contra a Espanha. Ele ficou no departamento médico. É uma medida preventiva”, afirmou o assessor Yann Le Guillard. O jogador está confirmado para a partida de sábado, contra o Brasil, em Frankfurt, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo.

Outro desfalque nos treinos de ontem foi o zagueiro reserva Gael Givet, que ficou no hotel.

“Ele está um pouco doente”, informou Le Guillard, sem dar maiores detalhes. Com uma pequena lesão no pé, o lateral-direito Willy Sagnol deu apenas voltas ao redor do campo de Hamelin. Caso o jogador não tenha condições de enfrentar o Brasil, William Gallas poderá ser improvisado na posição. Com isso, Mikael Silvestre ocuparia a lateral esquerda e Eric Abidal seria descolado para a zaga.

Críticas

O técnico da França, Raymond Domenech, investiu contra Jean-Marie Le Pen, líder da extrema-direita, que nos últimos dias tem tecido críticas ao que considera “falta nacionalismo” da França na Copa do Mundo.

“Os jogadores estão orgulhosos de vestir a camisa da França e defender as cores do país. Ele [Le Pen] tem de prestar atenção antes de iniciar um processo estúpido”, disse Domenech. Célebre por seus comentários racistas e xenófobos, Le Pen havia dito, na semana passada, que “há negros demais” no time francês. Ontem, voltou à carga, acusando jogadores de não cantarem o hino nacional.

“Que ele repare nos outros times. Talvez sejamos a seleção que mais canta. Os espanhóis não cantam, os argentinos não cantam”, afirmou o treinador, cometendo um equívoco: o hino espanhol não tem letra, enquanto do argentino é executada apenas a introdução. Para Domenech, a Seleção Francesa “representa nossas raízes, nossa história e as pessoas que vivem para o país. Não entendo este debate, é tão estúpido quanto perigoso.”