Brasília - A coordenação da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) vão criar um “plano de convivência” com o objetivo de evitar que os impasses regionais entre PSDB e PFL prejudiquem a candidatura nacional e provoquem uma “saia justa” em visitas do presidenciável.
As regras do plano serão definidas na próxima reunião do conselho político, marcada para terça-feira. Basicamente, o pacto servirá para evitar a troca de ataques mais duros entre tucanos e pefelistas nos programas de rádio e TV locais nos Estados em que os dois partidos estiverem em palanques opostos.
Os coordenadores da campanha avaliam que a troca de farpas confunde o eleitor e aumenta o constrangimento de Alckmin durante as viagens. A idéia é que antes de cada viagem do presidenciável, os coordenadores regionais façam reuniões com lideranças dos dois partidos para organizar a divisão de agenda e reforçar o pacto de não-agressão.
As principais dores de cabeça, hoje, estão nos locais onde as siglas batem chapa -Maranhão, Amazonas e Distrito Federal -, outras onde a rivalidade é acirrada, como Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso, além de lugares onde não há palanque definido, como Paraná, Espírito Santo e Rondônia.
Dessa lista, a mais recente preocupação dos tucanos é o Paraná, onde o partido se dividiu e aprovou por estreita margem uma coligação com o PMDB pela reeleição de Roberto Requião, que deverá declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Porém, ontem mesmo a Executiva Nacional do PSDB anulou a coligação.
O mapa das coligações aponta que os dois partidos ficarão juntos em 14 Estados, independentemente de quem seja o cabeça da chapa estadual.