11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Entre as maiores exportadoras do País

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru é uma das cidades que mais exportam no Brasil. O município ocupa a 202.ª posição no ranking da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que aponta as cidades mais exportadoras do País.

No ano passado, o setor industrial bauruense obteve US$ 83 milhões em volume de exportações, o que representou superávit de 5% sobre 2004, quando a receita gerada foi calculada em US$ 78,5 milhões.

Os números põem Bauru à frente de cidades consideradas mais atrativas para investimentos, inclusive no tamanho e infra-estrutura que oferecem. De acordo com a Secex, São José do Rio Preto foi uma das cidades que mais exportaram em 2005. O município enviou ao Exterior no ano passado volume de US$ 4,947 bilhões. A liderança nas estatísticas é de São Paulo, com US$ 5,604 bilhões em exportações.

Em Bauru, os setores que mais exportaram, segundo informações no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), foram os de alimentos, indústria gráfica e de baterias.

Na área alimentícia, o desempenho foi ainda melhor. De acordo com dados da Secretaria de Finanças do Estado de São Paulo, este foi o segmento que mais arrecadou Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) em 2005. O resultado foi a receita de R$ 35,3 milhões, o equivalente a 54,14% de um total de R$ 65,2 milhões recolhidos.

O presidente do Ciesp em Bauru, Ricardo Coube, acredita que o desempenho das exportações do município neste ano será semelhante ao obtido em 2005. Mesmo com as importações em crescimento mais acelerado que as exportações, Coube acredita em superávit de, no mínimo, 5%, assim como no ano passado.

“Nossas exportações foram prejudicadas devido ao embargo da carne no começo do ano e também por conta do câmbio. Hoje, estamos importando mais, o que não é tão ruim. Nosso perfil de importação é muito focado na aquisição de maquinário, o que reflete uma iniciativa de modernização. Porém, as exportações vão crescer mais e teremos condições de, no mínimo, repetir o resultado do ano passado”, avalia o presidente do Ciesp.