10 de julho de 2026
Saúde

Vigilância epidemiológica nacional está em alerta


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Em relação à influenza, o Ministério da Saúde alerta para ocorrência de três situações distintas: influenza sazonal, gripe que acontece durante todos os anos, provocada por vírus diferentes e responsável pela infecção de cerca de 1/3 da população.

O segundo quadro corresponde à pandemia de influenza – que pode ou não acontecer. Por último, vem a influenza aviária – uma doença causada por um vírus que ataca aves e eventualmente tem causado doença em humanos.

O Ministério da Saúde realiza ações diferentes em relação a cada um desses aspectos. Desde 1999, acontece a vacinação de idosos a partir de 60 anos contra o vírus da gripe sazonal. Uma novidade é a aquisição de tecnologia para a fabricação de vacinas no próprio País.

Em 2007, parte da imunização será feita com vacinas fabricadas no País. A expectativa, para 2008, é a utilização da produção nacional de forma exclusiva.

Outra medida consiste em reforçar a vigilância epidemiológica da gripe. O Sistema de Vigilância da Influenza no Brasil existe em 20 estados e no Distrito Federal e conta com uma rede de 46 unidades-sentinela. As unidades têm capacidade laboratorial para o diagnóstico rápido da doença em situações de surto e para identificação das cepas de influenza circulantes (tipos de vírus presentes). “Até o final do ano, esperamos que haja pelo menos uma unidade-sentinela em cada estado brasileiro”, diz Expedito Luna, o diretor de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde (SVS). Piauí, Mato Grosso e Acre já começaram o processo de implantação.

Também faz parte das medidas de prevenção de uma pandemia de gripe a instalação do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). O Cievs é uma “sala de situações” com recursos tecnológicos de ponta, onde especialistas acompanharão, 24 horas por dia, as notificações de emergências epidemiológicas, a partir do alerta de secretarias estaduais e municipais de Saúde, profissionais e serviços de saúde em todo o País. Dessa forma, será possível adotar, em tempo oportuno, medidas para prevenção e controle de doenças.

O Instituto Butantan, em São Paulo, adaptou uma instalação já existente para a produção da vacina experimental contra a cepa H5N1. Esse procedimento pretende produzir uma vacina eficaz no combate a um vírus que já tenha sofrido várias mutações.

Para enfrentar uma provável pandemia, o Brasil comprou 9 milhões de tratamentos, um estoque estratégico que será destinado a tentar conter surtos, cadeias de transmissão do vírus da influenza aviária.