11 de julho de 2026
Esportes

Após 40 anos, Portugal nas semifinais

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Gelsenkirchen - Com uma vitória nos pênaltis, o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari colocou Portugal em uma semifinal de Copa do Mundo após 40 anos em que o país ficou sem passar sequer da primeira fase.

O triunfo por 3 a 1 sobre a Inglaterra, alcançado depois de um empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, fez Scolari superar a meta que havia proposto antes do início da Copa do Mundo - chegar às quartas - e colocou seu time entre os quatro melhores do mundo.

Portugal teve seu melhor resultado na Copa da Inglaterra, em 1966, quando caiu nas semifinais diante dos anfitriões por 2 a 1. Agora, vingado daquela derrota , o time luso tem a chance de superar a geração de Eusébio.

Depois daquele Mundial, Portugal participou da Copa do Mundo duas vezes, e obteve dois resultados pífios: um 17º lugar em 1986 e um 21º na Copa de 2002, quando viu sua chamada “geração de ouro”, de Rui Costa, Fernando Couto e Luís Figo, cair na primeira fase.

Com a vitória, Scolari ampliou seus recordes: chegou à 12ª vitória consecutiva em uma Copa - sete pelo Brasil, cinco por Portugal.

O jogo

A Inglaterra começou levemente melhor nos primeiros dez minutos de jogo, com toque de bola mais objetivo. Mas nada que fizesse grande diferença. Aos nove, Wayne Rooney deu o primeiro chute a gol. Ele recebeu na entrada da área e, sem marcação, bateu de virada com firmeza, mas em cima de Ricardo. Um minuto depois, Cristiano Ronaldo devolveu na mesma moeda, com um chute parecido, também defendido com facilidade por Robinson.

Somente aos 38 Portugal encontrou espaços na zaga britânica. A equipe de Scolari insistia nos avanços pela esquerda, em cima do recém-recuperado de contusão Neville. Figo avançou por este setor e bateu colocado, buscando o ângulo de Robinson, mas errou o alvo. Dois minutos depois, Tiago tentou de cabeça, mas parou no goleiro inglês.

As equipes voltaram iguais para o segundo tempo, mas Eriksson mexeu logo aos 6min: sacou o capitão Beckham, que sentiu uma pancada, e colocou o jovem Lennon em campo. A substituição surtiu efeito, e a Inglaterra tomou as ações do jogo.

A partir dos 30, Portugal passou a pressionar. Após boa trama com Miguel pela direita, Figo jogou na área com muito perigo, obrigando Robinson a fazer ótima defesa. Mantendo a posse de bola, os comandados de Scolari obrigaram os rivais a recuar.

Mas em um contra-ataque, Lennon sofreu falta na entrada da área. Na cobrança, Lampard bateu com violência, obrigando Ricardo a espalmar. Na sobra, Lennon bateu rasteiro, mas Ricardo se recuperou a tempo de segurar a bola.

No tempo extra, o cansaço abateu as equipes, e Portugal, mesmo com um a mais, não conseguia criar chances claras de gol e a decisão foi mesmo para os pênaltis. Portugal aproveitou melhor as cobranças fazendo 3 a 1 na Inglaterra.

Inglaterra

Robinson; Gary Neville, Rio Ferdinand, John Terry e Ashley Cole; Hargreaves, Gerrard, Lampard, Beckham (Lennon) (Carragher) e Joe Cole (Crouch); Rooney

Portugal

Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Nuno Valente; Petit, Maniche, Tiago (Hugo Viana), Cristiano Ronaldo e Figo (Hélder Postiga); Pauleta (Simão Sabrosa)