11 de julho de 2026
Esportes

Os portugueses igualam a melhor campanha na história dos Mundiais

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Gelsenkirchen - Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, Portugal já conseguiu chegar à mesma fase que em sua melhor campanha em Copas do Mundo: em 1966, estreante em Mundiais, a equipe lusa alcançou as semifinais. Perdeu da Inglaterra, mas venceu a decisão de 3º lugar diante da União Soviética.

O técnico de Portugal naquela Copa também era brasileiro: Oto Glória. A seleção portuguesa também teve o artilheiro da Copa. Eusébio, o “Pantera Negra”, fez 9 gols no torneio.

Em sua campanha, Portugal venceu seu grupo na primeira fase, derrotando Hungria, Bulgária e Brasil. Nessa partida, a zaga portuguesa bateu muito em Pelé, que ficou em campo mancando a partir de metade do 1º tempo.

Nas quartas-de-final, os portugueses tiveram uma partida histórica contra a surpreendente Coréia do Norte, outra estreante daquela Copa.

Os coreanos, que tinham se classificado ao vencer a Itália por 1 a 0, fizeram um gol logo no primeiro minuto. Com muita correria, chegaram a 3 a 0 aos 25min. Então, Eusébio chamou a responsabilidade e levou Portugal à virada por 5 a 3. O artilheiro fez quatro gols, dois deles de pênalti.

Na semifinal contra a dona da casa Inglaterra, Portugal perdeu por 2 a 1.

As participações seguintes de Portugal em Copas foram fracassos, com eliminações na primeira fase em 1986 e em 2002.

Inglaterra

A infantil expulsão de Wayne Rooney, que deixou a Inglaterra com uma menos em campo por cerca de uma hora, é mais um episódio para entrar no folclore hipotético da Seleção Inglesa. Desde que o time sagrou-se campeão em 1966, atuando em casa, parece que há sempre uma alternativa, um lace ocasional que desvie a equipe de um título “certo”.

Aos 15 minutos do segundo tempo, Rooney recebeu a bola no meio-campo, brigou com dois jogadores para dominar a bola e perdeu a paciência e acabou pisando no zagueiro Ricardo Carvalho. Bem à frente do árbitro argentino Horacio Elizondo.

Que não precisou nem de pressão por parte do lado português para mandar o intempestivo inglês para fora.

O lance remonta a 1998, quando a estrela da vez, David Beckham, com a bola parada, chutou o argentino Diego Simeone (aquele) e foi expulso nas oitavas-de-final do Mundial. A partida terminou empatada em 2 a 2, e a Argentina venceu nos pênaltis por 4 a 3.

Para os ingleses, fica sempre o gostinho de “se”. E se Rooney não tivesse pisoteado o zagueiro português? E se o árbitro ou se os assistentes não tivessem visto a atitude de Beckham? Outros “detalhes” que impediram o avanço da Inglaterra, segundo a lenda: em 2002, nas quartas-de-final, David Seaman fez golpe de vista e permitiu a virada brasileira de 2 a 1 em gol de Ronaldinho Gaúcho, que jura até hoje que quis cobrar falta direto para o gol; em 1990, na semifinal, foi um desvio na barreira em cobrança de falta do alemão Brehme, que tirou o goleiro Peter Shilton da jogada - depois, o time perdeu nos pênaltis por 4 a 3. Em ambas as ocasiões, os times vencedores conquistaram o título do torneio.