07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

PERTO DO PARAÍSO

Com um show à parte do goleiro Ricardo, Portugal levou a melhor sobre a Inglaterra e é semifinalista da Copa do Mundo. Foi uma jornada histórica dos pupilos de Luiz Felipe Scolari na batalha em Gelsenkirchen. O primeiro tempo foi de dar sono - uma repetição das partidas dos ingleses neste Mundial: raras emoções e com muita marcação. O calvário do English Team começou nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. Primeiro, Beckham deixou o campo lesionado e depois, Rooney foi expulso. Sem o capitão do time e com um jogador a menos, era de se esperar que a Inglaterra ficasse acuada e Portugual partisse para a pressão. Mas a equipe de Felipão acabou se perdendo em campo e pouco ameaçou. Mesmo com um homem a menos, a Inglaterra foi ao ataque e por pouco não abriu o marcador. Na prorrogação, apesar da vontade, nenhuma seleção fez gol, e a decisão da vaga foi para os pênaltis. Aí, os cobradores se encarregaram de consagrar o goleiro português. Com três defesas, Ricardo garantiu a vitória de 3 a 1, salvando a pele de Postiga e Petit, que perderam as cobranças. Agora Portugal pega França e pode ficar mais perto do paraíso. A outra semifinal será entre Alemanha e Itália, lembramos.

O SONHO ACABOU

Perder com show de bola, com muita garra ou de forma injusta é difícil de aceitar. Mas a massa torcedora brasileira não pode reclamar de nada, porque o Brasil não jogou nada, esteve longe de sua tradição de melhor do mundo, merecendo a derrota para a França. Ainda ancorada nos louros de grande favorita ao título, a Seleção Brasileira fez ontem, em Frankfurt, sua pior apresentação na Copa de 2006. O sonho do hexa desmoronou como um castelo de areia. Já a França, liderada pelo veterano Zidane, tocou bem a bola, avançou, ganhou espaços e se classificou para as semifinais com méritos indiscutíveis.

TURISMO

O número de visitantes estrangeiros à Alemanha já passou de dois milhões, segundo o DZT, centro de turismo do país. Para especialistas, o efeito positivo da Copa para o turismo será duradouro.

AUDIÊNCIA

A partida entre Alemanha e Argentina, pelas quartas-de-final, bateu recorde de audiência na televisão alemã. Vinte e cinco milhões de espectadores assistiram à classificação dos germânicos. A antiga melhor marca nessa Copa foi presenciada ainda na primeira fase, quando 23,8 milhões de pessoas acompanharam o jogo contra a Polônia.

ATRAÇÃO FATAL

Um jovem torcedor argentino, frustrado com a eliminação de sua seleção nos pênaltis diante da Alemanha, atirou a TV no chão e, com isso, causou um incêndio que destruiu totalmente a casa da sua família em Rosário. Segundo o site do jornal argentino “Clarín”, três crianças da família também tiveram princípio de intoxicação. Os bombeiros foram chamados por vizinhos, mas não puderam evitar a destruição da casa.

AMADORZÃO

Segundo o glorioso Montanha, um dos homens fortes do Triagem, o Tricolor do Jardim Guadalajara dispensou seis jogadores que não estavam correspondendo. Já o Branco, também anunciou dispensas, mas com boa reposição de peças. “Abrimos mão de sete bijuterias e vamos receber sete diamantes”, disse o presidente do Parquinho.

MEMÓRIA

Decisão da Copa do Mundo da Itália/1990: Alemanha 1 x 0 Argentina em Roma, gol de Brehme. Árbitro: Edgardo Mendez (México). Público: 75.600. Alemanha: Ilgner; Augenthaler, Berthold (Reuter), Buchwald e Kholer; Brehme, Haessler, Matthaeus e Littbarski; Klinsmann e Voeller. Técnico: Franz Beckenbauer. Argentina: Goycoechea; Simón, Sensini, Ruggeri (Monzón) e Serrizuela; Lorenzo, Basualdo, Tróglio e Burruchaga; Dezotti e Maradona. Técnico: Carlos Bilardo.

VOANDO BAIXO

Michael Schumacher conquistou a 67ª pole position de sua brilhante carreira na Fórmula 1, largará na frente no Grande Prêmio dos Estados Unidos, e colocou fim à série de cinco poles seguidas de Fernando Alonso, o líder do Mundial deste ano. O bom desempenho da Ferrari na pista de Indianápolis foi coroado com a colocação alcançada por Felipe Massa, que largara hoje na primeira fila.

DOENÇA

Quando o jogo de ontem em Frankfurt terminou, o telefone não parou de tocar nesta redação. O que pintou de xingamento em Parreira foi uma grandeza. Uma mulher garantia, que já sabia da eliminação do Brasil, através de uma mãe-de-santo. Outra ‘torcedora’ desabafava: “Minha bola de cristal mostrava que a Seleção morreria no meio do caminho, porque não havia um guia espiritual no elenco de Parreira”. Já uma voz masculina - dizia se chamar Antônio - responsabilizava a imprensa pela derrota para a França. É, seo Antônio, os jornalistas escalaram o time, cobraram faltas e bateram escanteios. Se o Brasil tivesse vencido, tudo seria festa da uva, mas temos que entender o fanatismo de certos torcedores. Aliás, isso já não é nem fanatismo, é um doença.