09 de julho de 2026
Economia & Negócios

BAC é negociado e pode virar um supermercado

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Uma transação comercial realizada nos últimos dias pode ter resultado na venda do Bauru Atlético Clube (BAC), fechado há cerca de dois anos. A negociação, segundo apurou o JC, foi feita pela Marília Imóveis Sociedade S/C Ltda e o investimento teria sido do grupo supermercadista Tauste, de Marília. Uma parcela de R$ 1,8 milhão teria sido a entrada para o negócio. O atual presidente do clube, Oilton Santiago, não confirma a informação e preferiu não entrar em detalhes sobre o assunto.

O BAC vem sendo alvo de interesse de grandes empresas há mais de um ano. O grupo Carrefour - a segunda maior rede supermercadista do País - confirmou a intenção de investir em Bauru e estava de olho no prédio, muito próximo da compra. Existia o interesse da empresa francesa em adquirir o prédio do BAC para a instalação de uma unidade da rede.

Segundo antigos freqüentadores do BAC - os quais preferiram não se identificar –, a decadência do clube se intensificou em 2003, com a morte do então presidente Pedro Macéa, vítima de acidente automobilístico.

Não há números disponíveis, mas conforme ex-associados, a entidade soma dívida expressiva com a Prefeitura de Bauru, com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), além de ter pendências trabalhistas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre outros.

O BAC, situado numa área de aproximadamente 500 mil metros quadrados (m2), nos Altos da Cidade, foi fundado em 1 de maio de 1919 por um grupo de portugueses. Ficou conhecido em todo o Estado, principalmente na década de 40, por conta de seu time de futebol, que garantiu títulos inéditos e importantes ao longo de toda a sua trajetória. Em 1946, por exemplo, a equipe sagrou-se campeã do Amador Estadual. No elenco, atuava o maior jogador de futebol brasileiro e o mais respeitado em todo o mundo: Édson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Endividado, o clube perdeu toda a glória que conquistou no passado. Suas portas foram fechadas há cerca de dois anos. Mais de seis mil títulos foram cancelados.

Hoje, o prédio está praticamente abandonado, em meio ao pó e à vegetação que cresce em ritmo acelerado.

Rede Peralta

Outra informação que corre no meio empresarial em Bauru e que movimenta o setor supermercadista é a de que a rede Peralta, dono da Rede Paulistão, pode adquirir os prédios que abrigaram os supermercados Pão de Açúcar no Jardim Bela Vista e Jardim Cruzeiro do Sul, para instalar unidades da rede. A propriedade dos prédios é da família Svízzero.

Bauru também deve receber uma loja do Extra Hipermercado, segundo confirmou o grupo Pão de Açúcar ao fechar três unidades da rede na cidade mês passado.

A estimativa é de que sejam investidos R$ 20 milhões e que 500 empregos sejam gerados. O empreendimento deve abrir as portas no próximo ano, numa área situada no cruzamento da avenida Nações Unidas com a rua Marcondes Salgado.