08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Liberdade de idéias


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O discernimento entre o ser humano já era atônito há muitos séculos. Pois cada qual compadece de seus próprios princípios, sejam eles religiosos, políticos e de outros fatores. Na idade média foi criada a “contra-reforma” para combater heresias, de forma impiedosa na Itália, Portugal e Espanha, principalmente. Havia o “Tribunal do Santo Ofício”, onde julgavam crimes contra a fé, como judaísmo, luteranismo, blasfêmia e críticas aos dogmas católicos. Como pena, possuía a tortura, condenação a queimar na fogueira, que eram denominados “atos de fé”. Na Península Ibérica, os reis utilizavam dessa cilada para a submissão de súditos. Os burgueses protestantes, mulçumanos, e judeus sofriam cruéis perseguições.

Países como Alemanha, como o mundialmente conhecido “Führer”, Adolf Hitler, e na Itália com o Mussolini, ambos déspotas, onde havia o racismo “puro e simples”. Com idéias fascistas, na qual oprimia a todos, com o totalitarismo, que comandavam a vida social e política de cada um. Campos de concentração matavam um número expressivo de pessoas, com julgamentos ceifando a vida de grande parte da população.

Portanto, como a inquisição, quanto em outras guerras, massacres, o ser humano já foi muito tiranizado. Sem direito de escolha, de falar e seus conceitos pouco ouvidos. O livre arbítrio é um direito necessário, pois cada um é portador de seu próprio pensamento, e tem o direito legítimo de manifestar-se. Se o silêncio for valorativo como ouro e o falar, prata, todos estaremos fadados a escamotear a arma da palavra crítica a edificar valores e saberes da expressão na sombra do inevitável anonimato.

Melina Rodrigues Bellini - estudante - RG 45.942.789-1