Mobilizados contra a onda de ataques sofridos por agentes penitenciários, funcionários de 30 das 144 unidades prisionais do Estado de São Paulo aderiram ao protesto iniciado ontem, segundo os cálculos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Por causa da manifestação, apenas serviços básicos estão sendo mantidos, tais como manutenção de alimentação dos presos e atendimento à saúde. O Luto Oficial, movimento desencadeado pelo Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), só não foi maior em função da segurança nas unidades penitenciárias e das ameaças de diretores de unidades.
Eles teriam coibido a manifestação dos trabalhadores sob ameaças de abertura de sindicância e transferências de local de trabalho, informa nota encaminha pelo sindicato à imprensa. “Há um exército nas ruas, armados, que perseguem seus alvos e os executam sumariamente”, diz a entidade.
Assim como o Sindicop, o Sifuspesp reivindica porte de arma aos agentes penitenciários. “Somos vítimas fáceis. Hoje não reivindicamos apenas melhorias salariais e nas condições de trabalho, mas o simples direitos de permanecermos vivos”, protesta a entidade representante dos funcionários penitenciários paulistas.
Sobre os novos alvos, o Sifuspesp acredita que o crime organizado tenha tido acesso aos registros dos trabalhadores em presídios durante as últimas rebeliões, quando rebelados tiveram acesso ao setor administrativo das unidades e, conseqüentemente, a informações pessoais dos funcionários.