11 de julho de 2026
Esportes

Novo cartão amarelo tira Zidane de uma possível decisão da Copa

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Munique - Ele é um dos jogadores mais classudos da história. Mas também tem um péssimo comportamento, e isso, pelo seu retrospecto no torneio, pode até custar sua presença na final da Copa da Alemanha se a França passar por Portugal nas semifinais amanhã, em Munique.

Mais uma vez Zidane está pendurado por cartões, fruto da sua má-educação em campo que não vem de hoje. Em apenas dez jogos de Copa (sua primeira participação aconteceu em 1998), ele soma quatro cartões amarelos e um vermelho - recebido após agredir de forma desleal um jogador da Arábia Saudita em 1998, o que lhe tirou de dois confrontos daquela competição.

Agora, na Alemanha, ele tem exagerados três amarelos em quatro jogos - já ficou fora da partida contra Togo. Como também foi advertido contra a Espanha, já no mata-mata, um novo amarelo lhe tira da final ou da disputa do terceiro lugar.

Não é difícil explicar porque Zidane sempre tem problemas com cartões. Para alguém com sua categoria, ele abusa, e muito das entradas ríspidas. Segundo números do Datafolha, ele tem média de 2,3 faltas cometidas por jogo na Copa, a segunda maior marca entre os jogadores da França e na frente de atletas com funções só defensivas, como Thuram e Makelele.

No Real Madrid, clube de quem se despediu (faz no Mundial sua última aparição como profissional), Zidane, que, na sua turnê de despedida do futebol profissional, tem evitado falar com a imprensa, também abusa das entradas fortes nos rivais e acumulou cartões.

No último Campeonato Espanhol, por exemplo, o meia quase empatou no número de faltas sofridas (68) com as cometidas (60). Levou cinco cartões amarelos. Isso ajuda a explicar porque em quase todas vezes que é advertido, o motivo habitual são as faltas bruscas, bem diferente de outros atletas famosos pelo jogo ofensivo, e não por comportamento ruim em campo.

No Mundial alemão, Ronaldo recebeu dois amarelos, marca incrível para sua carreira. Mas um foi por chutar uma bola ao gol em lance que impedimento já havia sido marcado pelo árbitro. Outro por tocar a mão na bola na cobrança de uma falta contra a França. Não muito bonito, mas bem melhor que as faltas do não tão exemplar Zidane.

O Datafolha também mostra que Zidane está longe de ser um dos mais caçados da Copa - na sua preleção para a partida do último sábado, Carlos Alberto Parreira pediu que seus jogadores marcassem firme o meia, mas isso não aconteceu.

Com média de 2,8 faltas recebidas por partida, o astro não está nem entre os 30 jogadores que mais apanham na Copa. Na sua frente, até companheiros de time que jogam ao seu lado, como Malouda (3,3 faltas sofridas por partida).