Na noite de ontem representantes da classe artística se reuniram no auditório do Centro Cultural Carlos Fernandes de Paiva para discutir a polêmica sobre possíveis falhas na Lei Municipal de Estímulo à Cultura, que causou agitação na Câmara dos Vereadores e a suspensão temporária do repasse da verba para os contemplados no primeiro edital do ano.
Os artistas exigiram um posicionamento do secretário municipal de Cultura, José Augusto Ribeiro, que não participou da reunião por conta de outros compromissos. “Não solicitaram a minha presença. Soube da reunião de hoje (ontem) pelo jornal, mas não poderei comparecer porque tenho outros compromissos”, afirmou.
De acordo com o atual presidente da Associação de Teatro de Bauru e Região (ATB), André Zambelo, o objetivo da reunião era obter um posicionamento de Vinagre sobre as medidas que serão tomadas em relação à Lei. “O secretário pediu um prazo de 45 dias para mostrar um parecer, mas até agora nada. Enquanto isso, os grupos aprovados não recebem a verba e a classe artística sai prejudicada”, disse.
As discussões sobre possíveis falhas na lei começaram quando a Secretaria Municipal de Cultura publicou a aprovação de quase R$ 100 mil para uma única entidade, a Sociedade Amigos da Cultura. O vereador João Parreira (PSDB) questionou o fato de apenas uma entidade ter sido beneficiada em cinco projetos diferentes, fato tido como legal pela classe artística. “Os projetos foram aprovados por merecimento. Está tudo dentro do regulamento”, disse Zambelo.
Diante das discussões, Vinagre optou por suspender temporariamente o repasse da verba e analisar a possibilidade de alterações na lei. “Ainda não há um posicionamento. Tenho mantido contato com vereadores e, em breve, terei uma definição”, colocou o secretário.