A onda de furtos e assaltos que correu a cidade ontem também atingiu uma fábrica de artigos em fibra de vidro, na Vila Galvão. Era por volta das 16h20, quando alguns funcionários da empresa estavam reunidos no escritório da fábrica, junto do dinheiro reservado para o pagamento dos trabalhadores do local. Dois homens, um deles armado, entraram no escritório e anunciaram o assalto, mandando os funcionários deitarem com o rosto voltado para o chão.
“Na hora que eu entrei na sala, um deles apontou a arma no meu rosto e mandou que eu deitasse. Não deu nem tempo de olhar para ele”, descreve um dos empregados ameaçados, lembrando que os homens não cobriram o rosto. Os assaltantes renderam quatro pessoas no escritório. A ação durou cerca de dez minutos. Eles destruíram os aparelhos telefônicos da sala, roubaram cerca de R$ 5 mil da empresa, além do dinheiro e os documentos dos funcionários rendidos.
Os assaltantes fecharam os empregados no escritório e fugiram. Como a ação aconteceu somente na parte da frente da indústria, nenhum outro funcionário do local testemunhou a ação e nem viu como os homens fugiram. “É uma sensação terrível. Eles disseram que era só ficar quieto que não ia acontecer nada”, conta o empregado. Apesar de já ter sido invadida e furtada, essa é a primeira vez que a fábrica é assaltada. Quando os policiais chegaram ao local, os homens já tinham fugido.
O caso foi encaminhado ao 4.º Distrito Policial, que investigará o assalto junto da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O delegado Dinair José da Silva, do 4.º DP afirmou que a polícia já possui uma linha de apuração e não descarta a participação de mais pessoas no assalto. “Normalmente, sempre tem alguém dando cobertura num veículo”, observa. A conexão desse assalto com outros que aconteceram na cidade também não foi descartada pelo delegado.