Munique - A eliminação da Alemanha da Copa do Mundo 2006, depois da derrota por 2 a 0 para a Itália, na prorrogação da primeira semifinal do torneio, não diminuiu a satisfação do país com o trabalho de Jürgen Klinsmann à frente da seleção.
Antes do início do torneio, Klinsmann era muito criticado por, entre outras coisas, ter mantido sua residência na Califórnia ao invés de se mudar para a Alemanha, e pelos métodos alternativos que adotava na preparação física da equipe.
Agora, depois de os anfitriões terem atingido as semifinais da competição, algo imprevisto pela maioria dos analistas, conseguindo incutir no povo alemão um sentimento de patriotismo há muito adormecido, mesmo antigos críticos, como Franz Beckenbauer, querem a permanência de Klinsmann no comando.
“Ele começou um trabalho que não terminou. Queria ser campeão do mundo e não conseguiu, então tem de continuar. Seria uma terrível vergonha se ele voltasse para a Califórnia, não há outra alternativa senão continuar”, afirmou, contundente, Beckenbauer.
Mas Klinsmann, depois da eliminação, não quis falar sobre a possível permanência. Ao invés disso, pediu um tempo à federação para pensar sobre o assunto, conversando com a família antes de dar uma resposta definitiva. “Ainda não tomei uma decisão. Estava pensando apenas em chegar à final, não além disso. Pedi à federação que me desse um tempo”, declarou o treinador após a partida contra a Itália.
Os dirigentes alemães, desejosos da permanência de Klinsmann, parecem dispostos a conceder ao ex-jogador o tempo pedido. “Gostaríamos de uma resposta rápida, mas não é o momento certo para fazer pressão”, disse Oliver Bierhoff, gerente da seleção.
“Klinsmann foi um lance de sorte para o futebol alemão. Iniciou um projeto e deveria continuá-lo”, acrescentou ontem o co-presidente da Federação Alemã de Futebol, Gerhard Mayer-Vorfelder.