Ouvindo as declarações dos vereadores após a audiência pública, ficou claro que para alguns o prefeito Tuga Angerami e o vice Renato Purini (PMDB) não conseguiram esclarecer nada e que ainda cabem investigações. Todos, no entanto, destacam a importância de acompanhar de perto as investigações do Ministério Público (MP). De real, fica claro que alguns não querem a investigação interna e outros esperam continuar tirando proveito da fumaça, até que o tema lixo se esgote, eventualmente, por si só.
Para Primo Mangialardo (PV), José Carlos Batata (PT), Marcelo Borges (PSDB) e Benedito da Silva (PMDB), o estopim do caso, ou seja, o ex-diretor de Limpeza Pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) Jorge Monteiro deveria ser ouvido pela Câmara. “Ficou evidente que os discursos aqui foram combinados com antecedência”, disse Mangialardo.
Como Monteiro não ocupa nenhum cargo na administração, ele não pode ser convocado, e só uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) poderia convocar o ex-diretor da Emdurb a prestar esclarecimentos sobre suas denúncias. A questão é que, na prática, a Câmara não tem competência para discutir infração eleitoral.
Por outro lado, Futaro Sato (PDT), João Parreira (PSDB) e Rodrigo Agostinho (PMDB) não falam em CEI e entendem que os depoimentos prestados ontem na Câmara foram suficientes para esclarecer o caso. Parreira ainda ironizou um possível convite a Jorge Monteiro. “Não sei se o que o Monteiro fala pode ser levado em consideração”, disse.