10 de julho de 2026
Polícia

Advogado que tem clientes do PCC afirma ter sido seguido por policiais

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O advogado Euríale de Paula Galvão afirma ter sido seguido, no início da noite de segunda-feira, durante cerca de 15 minutos, por ocupantes de uma Blazer que ele alega ser de posse da Polícia Militar. Galvão, que registrou a denúncia em boletim de ocorrência, acredita que foi seguido por, no exercício de sua profissão, ter denunciado diversos policiais por abuso de autoridade e práticas de tortura nos últimos meses.

Segundo o advogado, que na ocasião estava acompanhado de uma amiga, a Blazer o seguiu por diversas ruas da cidade. Ao perceber o carro atrás do seu, ele afirma que seguiu para a casa da amiga. Ao descer do carro, a moça anotou a placa da Blazer e a passou para ele através do telefone celular. Imediatamente, o advogado disse que procurou um promotor de justiça no Fórum. Ao estacionar em frente ao prédio do Judiciário, o veículo que teria entrado em movimento e desaparecido.

O promotor procurado por Galvão teria entrado em contato com a Polícia Militar, que teria informado desconhecer qualquer ordem para que o advogado fosse seguido. Então, o advogado registrou boletim de ocorrência. Ele afirma que ao denunciar abuso de autoridade por parte de policiais tem causado insatisfação na PM. “Eles (PM) vem, de forma cadenciada, há cerca de quatro semanas, me ameaçando através dos meus clientes. Isso eu não tolero”, afirma o advogado.

Durante a última série de confrontos entre Polícia Militar e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) o advogado afirma ter entrado com diversos pedidos de salvo o seguia condutos, mas tudo amparado pela lei. “Por uma questão filosófica, sociológica e antropológica, eu tenho aversão a esta questão de abuso de autoridade e tortura. Eu não compactuo nem apoio nenhum tipo de crime”, explica.

Defesa

O tenente-coronel Marco Antonio Alves Miguel, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar de Bauru, disse ao JC que desconhece o fato alegado por Galvão. Segundo ele, o advogado ainda não havia procurado o Comando da PM para formalizar queixa e o caso será investigado apenas quando um processo oficial chegar ao conhecimento da corporação.