Munique - Demorou, mas a Fifa resolveu dar uma resposta aos incontáveis críticos do seu ranking de seleções. Ontem a entidade máxima do futebol mundial anunciou o novo sistema, que entrará em vigor a partir do dia 12, quando será divulgado o primeiro ranking após a Copa de 2006.
Segundo comunicado da Fifa, na nova metodologia serão considerados os últimos quatro anos de resultados das equipes nacionais e não mais os oito que atualmente são levados em conta na elaboração da classificação.
Além disso, ao invés de uma ponderação linear, como ocorre no atual método de cálculo, a Fifa irá adotar pesos decrescentes para os quatro anos: 100% para o último ano, 50% para o anterior, 30% para o terceiro e 20% para o quarto, algo que passará a refletir melhor o momento atual dos times.
“Dois fatores que antes eram levados em conta não serão mais considerados: a quantidade de gols e a condição de local ou visitante” das equipes, prossegue o informe. Além disso, o sistema de pontuação será similar ao da maioria dos torneios mundiais, atribuindo três pontos à vitória, um ao empate e nenhum à derrota.
Porém, a valorização do oponente servirá como ponderador dos pontos conquistados. Neste sentido, a fórmula a ser adotada para essa valorização é a seguinte: o ranking da seleção subtraído de 200 e dividido por 100. Assim, se uma equipe estiver no décimo lugar, seu “peso” será 1,9 (200-10)/100).
Uma das poucas coisas que se mantém inalterada é o valor regional das confederações, com um coeficiente de um para a Uefa, 0,98 para a Conmebol e 0,85 para todas as restantes. “Somos conscientes de que é muito difícil considerar as ambições de cada um, mas estamos convictos de que o novo sistema refletirá a força de cada uma das federações associadas”, destacou o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
O presidente da Uefa (União Européia de Futebol), Lennart Johansson, elogiou a organização da Copa, dizendo que dificilmente um outro Mundial conseguirá alcançar nível tão alto de qualidade.
“Será difícil fazer melhor do que os alemães na organização da Copa do Mundo”, destacou o dirigente, em entrevista coletiva realizada em Berlim. Além de Johansson, quem também se mostrou bastante satisfeito com o torneio foi o presidente do Comitê de Organização do Mundial-06, o ex-jogador alemão Franz Beckenbauer.
“A grande vencedora da 18ª edição da Copa do Mundo foi a torcida. Fiquei impressionado com as imagens dos estádios cheios e com o ambiente que reinava dentro e fora dos estádios”, disse Beckenbauer, bicampeão mundial em 1974, como jogador, e 1990, como técnico.