08 de julho de 2026
Regional

População foi surpreendida com pólo de refino de cocaína

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Gália - A população de Gália acordou ontem chacoalhada pela notícia de que a “Princesinha da Seda”, como é conhecido o município, virou pólo de refino de cocaína para o tráfico internacional de drogas.

A rotina da área urbana não foi alterada em Gália, apesar do intenso movimento de policiais militares e federais na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294). O que mudou foi o assunto nas rodas de conversas em cada canto da cidade. De frente para a Igreja de São José, na Praça Pedro de Toledo, o tema era tráfico de drogas.

Oswaldo Silva, 70 anos, viveu 40 anos no Rio de Janeiro, centro urbano considerado violento. Ele saiu de Gália em 1955 e voltou em 1996.

“É problemático demais essa história da refinaria (de coca) aqui. Quando eu contar para meu filho, que mora no Rio, ele vai dizer: ‘pai, o senhor saiu daqui para descansar em uma cidade calma que agora tem até refinaria de coca’”, brinca. Ele acrescenta que, no Rio, nunca viu droga. Ângelo Cavalaro, 70 anos, estava de passagem na cidade, de onde saiu em 1962. “Até que enfim, Gália vai sair no jornal e na televisão. Mas a cidade é muito boa”, ressalta.

Comerciantes, como o borracheiro Kenzo Fuzioka , 63 anos, diz que não percebeu nenhuma movimentação diferente na cidade. No ponto de táxi da Praça Pedro de Toledo, os taxistas Luiz Zaparoli, 64 anos, galiense, e o jauense que adotou Gália para viver, Pedro Antônio Severino, 85 anos, tentavam entender o que estaria acontecendo realmente na fazenda Santa Tereza, onde a Polícia Federal encontrou uma refinaria de cocaína anteontem. Severino completou 85 anos no dia 25 de junho. Ele é taxista há 30 anos e só foi assaltado uma única vez. “A gente só atende pessoa conhecida. Agora, se uma pessoa estranha chega na cidade, todo mundo fica de olho”, explica.