São Paulo - Legistas do Instituto Médico Legal (IML) apresentaram ontem laudo que diz ser do jornalista Ivandel Godinho Júnior a ossada encontrada no Capão Redondo (zona sul de São Paulo). Com isso, o diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), Godofredo Bittencourt, considerou o caso “praticamente encerrado”.
Segundo o médico-legista Mario Jorge Tsuchiya, além de exame de DNA - em que genes de familiares foram comparados aos ossos localizados, com resultado positivo- a polícia técnico-científica identificou características do jornalista na ossada, tais como estatura e degeneração óssea por artrose. “Temos a certeza científica de que é ele (Ivandel Godinho Júnior)”, afirmou Tsuchiya. “Na ciência médica, esse resultado ainda vai ser reproduzido mais vezes.”
Segundo informações extra-oficiais, a família de Godinho Júnior não teria aceitado os resultados apresentados no laudo como definitivos e estaria à procura de clínicas particulares para realizar novos exames. Por meio de assessoria de imprensa, a família informou que não vai se pronunciar sobre o laudo.
Sumiço
Godinho Júnior desapareceu em 2003, quando foi rendido por homens que o seguiam em duas motos, próximo a um semáforo da avenida Brigadeiro Faria Lima (zona sul de São Paulo). A família chegou a pagar o resgate, mas não recebeu mais notícias do jornalista. A ossada foi localizada no dia 30 de maio em um terreno apontado por um homem preso dias antes sob suspeita de ter planejado o crime.
A cabeça, separada do corpo, ainda não foi encontrada. “A polícia respeita a família e vai continuar as investigações para saber onde foi colocada a cabeça do jornalista e para capturar o último dos suspeitos”, disse o diretor do Deic. A polícia já prendeu cinco suspeitos de participar do seqüestro do jornalista -um deles, menor de idade. Considerados líderes do grupo, Miguel José dos Santos Júnior e Sidney Correia ainda não foram julgados.