09 de julho de 2026
Bairros

Zoológico e bosques atraem adultos e crianças

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Em locais distante dos bairros pobres das zonas norte e noroeste, Bauru oferece um conjunto variado de atividades para as crianças no mês das julho. Além dos projetos das diversas secretarias da prefeitura, entidades como o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Social do Comércio (Sesc) também possuem uma programação especial para o período.

Cursos de férias, gincanas, oficinas culturais. As opções são diversificadas e em sua maioria gratuitas. Mesmo no caso das atividades pagas, o valor das taxas de inscrição costuma ser bastante acessível.

“É mais uma ajuda de custo, para bancar o material usado nas atividades e a alimentação das crianças”, diz Antônio Botelho, educador do centro de esportes e lazer do Sesi. A entidade, por exemplo, cobra R$ 20,00, por criança, para a participação nas atividades semanais de seu programa de férias.

Além dos cursos, a cidade conta com outros atrativos na época de férias. Uma delas é o Zoológico Municipal de Bauru. Localizado na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, o local atrai visitantes de toda região.

O valor das entradas é irrisório, apenas R$ 2,00 para maiores de 5 anos, e permite o contato com exemplares da fauna de diversas regiões do mundo, como chimpanzés, leões, camelos, pingüins e tigre. Adultos maiores de 60 anos pagam R$ 1,00.

Segundo Gérson Rodrigues, biólogo do Zôo, a procura pelo local costuma crescer no período de férias. “O fato de as escolas estarem paradas faz com que caia a quantidade de excursões, mas o aumento no público geral compensa essa queda”, garante.

Este é o caso Alessandra Scaglione dos Santos, que organizou um passeio para os três filhos e dois amigos. As crianças estudam no Colégio São José e já estão de férias. “Viemos hoje ao zoológico e depois quero levá-los ao cinema, ao shopping, além de inscrevê-los em cursos de férias”, diz Santos.

Apesar do baixo valor das entradas e da variedade de atrações, a distância do Zoológico em relação a diversas áreas da cidade torna o passeio inacessível a boa parte das famílias de Bauru. “Demoramos uma hora para chegar até aqui”, afirma Lucilaine Lima da Silva, mãe de Ana Laura Lima de Oliveira, 3 anos. Ela, a filha e o marido, Dário Oliveira Francisco, vivem no Núcleo Nova Bauru, zona norte da cidade. Para chegar ao local a família teve de pegar dois ônibus, um até o Centro e outro até o Jardim Zoológico.

Outras opções mais próximas da cidade são os bosques. Bauru possui dois, o da Comunidade, no Jardim Dona Sarah, e o do Geisel. As atrações desses locais são mais modestas que as do Zôo. Animais, só os gatos e cachorros que costumam esporadicamente freqüentar os locais.

O do Geisel possui área arborizada e quadra poliesportiva, mas quase não há crianças freqüentando o local. “A pessoas só sabem dar valor para aquilo que usam. Como a maioria dos moradores não liga para o bosque, a tendência é que ele fique vazio”, acredita a professora de educação física Maria Lima Nicoline, moradora do bairro.

No Jardim Dona Sarah a presença de crianças no playground é maior. Eliane Zani, moradora da região do shopping, não conhece outros locais de lazer na cidade onde possa levar o filho Raul, além do bosque. “Gratuito, só conheço esse aqui”, diz ela.