10 de julho de 2026
Internacional

Premiê rejeita cessar-fogo do Hamas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Faixa de Gaza - O premiê palestino Ismail Haniyeh, que pertence ao braço político do grupo terrorista Hamas, propôs um cessar-fogo a Israel no conflito que já dura duas semanas e matou ao menos 35 palestinos - quase um terço deles civis. Ehud Olmert, o primeiro-ministro israelense, rejeitou a oferta.

O Exército de Israel retirou tropas ontem das cidades de Beit Lahiya e Beit Hanoun (norte da faixa de Gaza), principais locais dos mais recentes confrontos. “Não descartamos um retorno a essas áreas. A operação não se encerrou”, disse um porta-voz dos militares.

Apesar da retirada parcial, as forças israelenses fizeram uma ofensiva na Cidade de Gaza com o objetivo de procurar túneis que seriam usados por militantes palestinos para contrabandear armas e desferir ataques. Três homens pertencentes ao Hamas foram mortos na operação. Um quarto militante morreu em outro combate.

O Hamas também pediu a Israel que considerasse a possibilidade de abrir negociações para a libertação do soldado Gilad Shalit, 19 anos, cujo seqüestro no dia 25 de julho foi o estopim da atual crise.

“Se queremos sair dessa situação, é necessário retornar à calma, na base de uma interrupção mútua de todas as operações militares”, dizia o texto assinado pelo primeiro-ministro palestino, oferecendo um cessar-fogo.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou que o Hamas deve libertar o soldado e suspender os disparos de foguetes contra cidades israelenses como um primeiro passo para um acordo. Na semana passada, pela primeira vez uma cidade de porte significativo - Ashkelon, de 115 mil habitantes - foi atingida por um foguete Qassam, mas não houve feridos.

“Qualquer um que ignore esses dois pontos fundamentais não pode ter esperança de resolver a crise”, declarou Mark Regev, porta-voz do ministério. Ontem, o ministro da Segurança Pública de Israel, Avi Dichter, cogitou a possibilidade da libertação de prisioneiros palestinos, como “gesto de boa vontade”, sob a promessa de que Shalit seja solto.

Embora internamente os militares discutam a troca de prisioneiros, Israel não quer a exposição pública de uma eventual negociação com o Hamas. Na esteira da ofensiva, a população civil continua sentindo os efeitos do conflito das últimas duas semanas.