09 de julho de 2026
Geral

Popular e milenar, pizza tem hoje seu dia de comemoração

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Descendentes de italianos ou não, é difícil achar alguém que não goste de pizza. Com seus tantos sabores, é um dos alimentos mais populares do mundo. Fazer a pizza, inclusive a massa, é uma arte para poucos e que exige tempo. Mas com tantas pizzarias espalhadas pela cidade – em Bauru a estimativa é que sejam cerca de 50 - e serviços de entrega em domicílio, é uma comida que combina muito bem com o estilo de vida do brasileiro. E hoje há mais um motivo para saboreá-la: 10 de julho é o Dia da Pizza.

Jefferson Previero, por exemplo, que é dono de uma pizzaria na avenida Getúlio Vargas, estima em 70, o número diário de unidades vendidas em seu estabelecimento. “Consumimos cerca de 1 tonelada de produtos ao mês na confecção das pizzas”, garante.

Eduardo Avallone, dono de outra pizzaria nos Altos da Cidade, calcula comercializar ao dia em torno de 130 pizzas. “Aos sábados, a casa chega a vender 150 unidades”, afirma. Além dos sabores tradicionais, como mussarela, calabreza e portuguesa, as especialidades são as preferidas dos clientes.

Pizza é um alimento de tanto sucesso que Previero chega a colocá-la em segundo lugar no pódio dos alimentos preferidos do bauruense. “O primeiro é o arroz e feijão”, diz ele. O número de estabelecimentos especializados existente em Bauru ajuda a confirmar as palavras de Previero.

Segundo estimativas de Carlos Roberto Momesso, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Bauru, há na cidade mais de 50 pizzarias. O número refere-se apenas aos restaurantes que trabalham exclusivamente com a venda de pizzas.

Alguns fãs da comida tentam explicar o motivo de tamanho sucesso. “Pizza é um alimento rápido e fácil”, define José Guilherme Franzini Júnior, auxiliar de cartório que estava numa pizzaria com a família, ontem à noite.

Para o irmão Vinícius Franzini, que também é fã incondicional do alimento, não há preferência entre sabores. “Todos são bons”, garante. Segundo ele, reunir a família no domingo à noite para comer pizza é um compromisso sagrado. “Algumas pessoas preferem fazer isso no sábado, mas nós preferimos fazer num dia como hoje (ontem)”, afirma.

Com receita original da na época do Império Romano, quando os nobres comiam uma massa de pão com ervas e alho, a pizza ganhou o gosto popular. Ganhou nome de nacionalidades (portuguesa, peruana) e rainhas (Marguerita, idealizada em homenagem à rainha italiana homônima).

Invadiu até o noticiário político com a expressão “acabou em pizza”, usada geralmente quando responsáveis por escândalos não recebem punição. Avallone considera o termo normal. “É que pizza lembra festa e a situação é semelhante a dos políticos corruptos que não são condenados”, acredita ele.

Previero não se ofende com a popularização da expressão. “Para mim é até positivo, pois acaba funcionando como propaganda gratuita”, diz. Por outro lado, ele preferiria que o termo deixasse de ser tão usado no dia-a-dia. “Seria melhor que as coisas terminassem em pizza física, degustável, em vez de acabar nessa outra que fica sempre atravessada na garganta do cidadão”, completa.