09 de julho de 2026
Esportes

‘É um sonho de criança’, comemora goleiro Buffon

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Berlim - O goleiro italiano Gianluigi Buffon, um dos destaques da Itália, declarou ontem que conquistar a Copa do Mundo é a realização de “um sonho de criança”. “Para mim, é um sonho de criança que se torna realidade”, celebrou o jogador da Juventus. “A força do grupo, muito unido, foi o que mais ajudou, mais que o talento individual”, analisou o arqueiro, de 28 anos.

Candidato a melhor jogador do Mundial, Buffon não pegou nenhum pênalti, mas defendeu uma cabeçada certeira de Zidane na prorrogação, garantindo o empate e encaminhando o jogo para a decisão nos pênaltis. Convocado para a Seleção Italiana desde os seus 19 anos, quando substituiu Pagliuca em um jogo contra a Rússia, pelas eliminatória da Copa de 1998, Buffon disputou o Mundial da França ainda como reserva, condição que mudou quatro anos depois.

Na edição de 2002, no Japão e na Coréia do Sul, Buffon assumiu o posto de titular, mas não conseguiu impedir a eliminação da Itália nas oitavas-de-final, quando a equipe então dirigida por Giovanni Trapattoni caiu ante os sul-coreanos.

Melhor defesa da Copa

A Seleção Italiana que venceu a França nos pênaltis ontem e conquistou seu quarto título mundial também assegurou seu lugar na história do Mundial como a campeã com a melhor defesa do torneio. Em sete jogos, o time levou apenas dois gols, com uma ínfima média de 0,28 por partida. O primeiro gol sofrido aconteceu na segunda partida da primeira fase, contra os Estados Unidos, em empate de 1 a 1. E não custa ressaltar que foi contra, do lateral Cristian Zaccardo. O outro, ontem, em cobrança de pênalti de Zinedine Zidane.

De resto, nada conseguiu vencer a experiente defesa centrada na habilidade e segurança do goleiro Gianluigi Buffon, na técnica e força do zagueiro Fabio Cannavaro e no fôlego incansável e garra de seu esquadrão de volantes - Gennaro Gattuso, Mauro Camoranesi, Simone Perrota, Daniele de Rossi e, em menor escala, Andrea Pirlo.

O resultado de 2006 iguala o feito da França em 1998, que também levou apenas dois gols em sete jogos na campanha do título. Apenas dois times haviam conseguido repetir o feito italiano de chegar à decisão com um gol sofrido. A Alemanha, vice-campeã em 2002, empatou em 1 a 1 com a Irlanda, na fase inicial, e depois levou dois gols do Brasil na final. E a “Laranja Mecânica” da Holanda de 1974, que, com seu futebol vistoso e marcante, sofreu seu único gol contra a Bulgária em goleada de 4 a 1. Na final, perdeu por 2 a 1 para a anfitriã Alemanha.