10 de julho de 2026
Nacional

Quércia deve negar apoio a Lula ou Geraldo Alckmin, diz coordenador

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Orestes Quércia, deve optar pela “neutralidade”, pelo menos no primeiro turno, sem escolher apoiar entre o candidato do PT ou do PSDB à Presidência da República, afirma seu coordenador de campanha, Marcelo Barbieri.

No maior colégio eleitoral do País, a cúpula do PMDB local também deve optar por liberar a base para essa escolha. “Essa é a tendência, de que cada um dos integrantes da base decida livremente quem vai apoiar”, adianta Barbieri.

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto no Estado, Quércia vai mesclar visitas ao interior, capital e Grande São Paulo, sem focar, pelo menos até o início do horário de rádio e TV, sua campanha eleitoral.

“O Quércia tem dito que ele vai visitar desde cidades com 2 mil eleitores até 676 mil, como Campinas”, afirma o coordenador, que também foi nomeado tesoureiro de campanha. Ele afirma que a legenda vai seguir “rigorosamente” a lei e que deve divulgar as doações somente nos dias 6 de agosto e 6 de setembro.

Segundo Barbieri, foi declarado um teto de R$ 30 milhões para a Justiça Eleitoral para os gastos de campanha, mas as despesas devem ficar “bem abaixo disso”.

“Nós colocamos esse valor porque acreditamos no crescimento do governador (nas pesquisas de voto), já pensando no segundo turno.”

O programa de governo de Quércia deve ser apresentado somente em agosto, mas Barbieri adianta que o candidato tem três idéias prioritárias para a campanha e um mote: “Mudar o Brasil a partir de São Paulo”.

O ex-governador de São Paulo deve “vender” as promessas de: uma “revolução” no ensino fundamental; focar em segurança (o deputado Romeu Tuma Júnior foi escalado para ajudar na proposta); e ampliar o Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).