08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Doar ou desfazer


| Tempo de leitura: 2 min

Doa-se cachorro... Tem sido comum este tipo de anúncio nos meios de comunicação. Após convívio por 2 anos, 3 anos ou até 10 anos com o seu “animal de estimação”, coloca-se para doação. Será que é doar ou desfazer feito um sapato velho? Os motivos são os mais banais e injustificáveis, tais como: mudança para apto, p/ outra cidade, porque dá muito trabalho, pq. está velho e doente, etc. Ao animal doente sem condições de cura é menos doloroso o sacrifício do que o abandono ou a “doação”.

Ao se desfazer, nem sempre há preocupação em verificar pelo menos se a outra família tem a mesma característica familiar, para que haja menos problemas de adaptação e talvez de abandono. O abandono de animais é uma ameaça à saúde das pessoas e dos bichinhos, além de ser crime.

Ao se desfazer é preciso cautela em relação a alguns criadores de animais inescrupulosos, cujo interesse é a procriação e as fêmeas quando não servem mais para esse fim são descartadas, e os filhotes são vendidos como objeto de consumo em qualquer esquina, tendo como objetivo o dinheiro fácil, sem o mínimo de respeito e ética. Existem também os “atravessadores” que recebem a “doação” de um animal para vender por qq. valor para qualquer um.

Na atual conjuntura, é melhor colocar cerca elétrica e alarme do que adotar um animal só para ser vigia de quintal, os custos são bem menores, além de não ter compromisso. Antes de adquirir um filhote para agradar uma criança, não se esqueça que ele vive em média 12 anos e são dependentes do seu dono para sempre. A adoção deve ocorrer somente se todos os familiares gostarem de animais, ter condições financeiras p/ arcar com custos com a ração, vacina, remédios, veterinário etc, e tempo disponível p/ passear, dar carinho e cuidar do seu ambiente.

Katuió O. Holloway - RG 3.506.524