10 de julho de 2026
Polícia

Três mulheres são presas por tráfico

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Três mulheres foram presas ontem por policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru com mais de 10 quilos de drogas. Com elas também foram localizadas três armas, dinheiro, balança de precisão e embalagens que, segundo a polícia apurou, seriam usadas para distribuição de maconha e crack na região noroeste da cidade.

De acordo com a Dise, uma das mulheres presas fornecia drogas para as outras duas. Essas, por sua vez, seriam responsáveis por distribuir entorpecentes aos microtraficantes, pessoas que venderiam o produto, já dividido em pequenas porções, aos usuários. As três foram autuadas em flagrante por tráfico e associação para o tráfico.

O que chamou a atenção da polícia é que as três presas têm parentes - filho ou marido - que estão na cadeia. De acordo com a Dise, elas assumiram o ponto-de-venda após a prisão de seus familiares e continuaram o comércio ilícito de drogas.

A maior quantia de droga foi apreendida em uma residência do Núcleo Bauru 2000, onde E.C.S.M., 46 anos, detinha 10 “tijolos” de maconha e seis pacotes pequenos de crack. Foi com ela que a polícia apreendeu dois revólveres - um calibre 38 e outro calibre 32 - e uma pistola Taurus calibre 6.35, além de uma faca com resquício de maconha, uma balança digital e uma balança de cozinha.

Pelo o que a polícia apurou, era essa mulher que fornecia droga às outras duas detidas, funcionando como comandante de uma rede. Já A.C.R., 52 anos, e S.L.S., 27 anos, as outras duas presas, atuavam como distribuidoras locais de droga. A Dise não divulgou os nomes completos das três presas.

Moradoras da Vila Nova Esperança, A.C.R. e S.L.S., atuariam em rede com microtraficantes que agem na região noroeste da cidade. Elas é que dividiriam a maconha e embalariam o produto para os “aviões” venderem aos usuários. As duas moravam na mesma casa. A.C.R. é sogra de S.L.S.

Em família

A Dise estava investigando as três mulheres presas há mais de 40 dias e ainda vai continuar trabalhando no caso, que poderá se desdobrar em mais prisões. Isso porque na residência de A.C.R. e S.L.S., que dividiam a mesma casa, foram apreendidos extratos bancários que comprovam movimentação financeira entre elas e, possivelmente, o fornecedor das drogas.

De acordo com a delegada titular da Dise, Rejane Borro Tiritan, o caso estava sendo acompanhado a partir da residência de A.C.R e S.L.S. “Hoje (ontem), no início da manhã, surpreendemos E.C.S.M. entregando um “tijolo” grande e um menor de maconha na residência das outras duas”, relata a delegada.

Na casa da dupla, havia ainda R$ 725,00 em espécie, sendo algumas notas de pequeno valor, o que a polícia acredita ser fruto da venda de droga. A.C.R., segundo a polícia, tem um filho e uma filha presos. O filho é casado com S.L.S., que morava com ela na casa onde a polícia apreendeu um tijolo de maconha.

Na casa de E.C.S.M., no Núcleo Bauru 2000, foram localizados 10 “tijolos” grandes de maconha, cinco pequenos invólucros da droga e seis de crack, além da R$90,00 em dinheiro, as balanças e as armas.

As drogas estavam escondidas no interior de um guarda-roupas. Ela também é esposa de um preso que, segundo a polícia, cumpre pena por furto.

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Apreensão

Na residência da Vila Nova Esperança foi apreendido 1,5 quilo de maconha em dois “tijolos” - um grande e um pequeno.

Na residência do Núcleo Bauru 2000 foram apreendidos 10 “tijolos” grandes de maconha e cinco pequenos, além de seis pacotes de crack. Toda a apreensão resultou em 10,2 quilos de maconha e 240 gramas de crack.