Mais uma pessoa morreu baleada ao resistir à prisão em Bauru. Na noite de ontem, Cristian Éric Firmino, acusado de tráfico de drogas, foi baleado quando, segundo a Polícia Militar (PM), trocou tiros com os policiais. Ele foi socorrido pela própria PM, mas morreu no Pronto-Socorro Central (PSC). Nas casa invadida pelos policiais, no Jardim Bela Vista, outras quatro pessoas suspeitas de estarem comprando entorpecente foram detidas, uma deles menor. Até o fechamento desta edição não havia nenhuma ligação de Fimino com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A irmã do rapaz, também menor de idade, foi detida. Anteontem, um rapaz também foi morto durante um confronto com a PM, no Parque Vista Alegre. No início do mês, dois homens foram baleados e morreram em uma chácara, no Vale do Igapó, onde a polícia localizou drogas e dinheiro. Anteontem chegou até a polícia, através de denúncia anônima, um CD com gravações de pessoas traficando drogas na rua Alto Juruá, nº 2-51.
Pelas imagens, a PM verificou que os compradores chegavam, diziam “salve” e eram atendidas pela janela. De acordo com os policiais, o usuário entregava dinheiro e recebia o tóxico, que era escondido nas vestes ou próprio corpo. A gravação flagrou uma pessoa escondendo drogas na boca e também na orelha. Alguns, de acordo com a PM, chegavam com roupas ou eletrodomésticos para trocar por tóxicos.
A PM passou a observar o local e confirmou a denúncia. Foram deslocados homens da 1.ª e 4.ª Companhias para a ação. Os policiais se dividiram em dois grupos, um entrou pela frente, outro pelos fundos da casa. Ao perceber a movimentação, Firmino teria atirado contra o grupo que avançava pelos fundos. Os policiais, de acordo com a PM, pediram para que ele largasse a arma, mas ele continuado efetuando os disparos.
Os policiais revidaram e alvejaram o rapaz. Ele foi levado na Blazer da PM ao PSC, mas morreu no local. Na casa, os policiais apreenderam o revólver utilizado por Firmino, uma balança improvisada com régua e sacos plásticos, cerca de R$ 90,00, jóias. Além de maconha e material para embalar a droga. Com o rapaz, a PM apreendeu pedras de crack.
Os vizinhos contam que a movimentação fora do comum já acontecia há alguns tempo, mas afirmavam não terem presenciado o tráfico. “Dava para ver que entrava e saía gente direto de lá”, conta uma moradora que pediu para preservar o nome. Até a 0h30, a Polícia Técnica não havia liberado o local para imagens. Ninguém da família de Firmino foi localizado pela reportagem para falar sobre o caso.