08 de julho de 2026
Bairros

Espaço sobrando pode ajudar a melhorar a qualidade

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Para Alexandra Bujokas de Siqueira, jornalista e especialista em educação, a ociosidade das salas de aula nas escolas públicas deveria ser utilizada para melhorar a qualidade de ensino. Para isso, ela aconselha a redução do número de alunos por sala - com a necessária contratação de mais professores.

“Os professores, em geral, lecionam com 40, 45 alunos dentro da classe. Mas nós sabemos que para uma aula ter qualidade, o recomendável são 25 estudantes. No entanto, a atual prática é econômica para o Estado”, avalia.

Bujokas também considera que as salas vazias poderiam ser transformadas em espaços culturais, onde os alunos pudessem ler jornais, revistas, apreciar obras de arte, pôsteres educativos e ouvir músicas que fizessem parte da cultura brasileira.

“Mas não basta pegar esse material e jogar na sala de aula. Tem que ter uma ação educativa para levar a criança e o jovem para dentro desses espaços. Porém, é preciso ressaltar manifestações artísticas que fazem parte da cultura brasileira e não permitir músicas como o funk, por exemplo”.

A especialista em educação defende que os materiais por ela sugeridos são fáceis de serem adquiridos, principalmente através de campanhas de doação que a escola possa promover, ou de pedidos para editoras de revistas e outras instituições que têm a possibilidade de contribuir com o projeto.

Paulo Maximino, delegado interino de ensino em Bauru, diz que ainda não há nenhum projeto para a utilização das classes ociosas na rede pública estadual do município. Ele adianta que, possivelmente, poderão ser usadas no projeto de Escola Integral, que está sendo implantado em Bauru, ou mesmo para atender a demanda de alunos nos próximos anos, caso ela aumente.

Ele também afirma que não existem classes superlotadas na rede estadual de ensino em Bauru. Conforme ele, algumas salas acabam ficando com um número maior de estudantes porque, no decorrer do ano, é muito comum os alunos se transferirem de uma escola a outra.

De acordo com o delegado, a lei determina que as classes do ensino fundamental, de 1.ª a 4.ª série, tenham entre 30 e 35 alunos, de 5.ª a 8.ª entre 35 e 40, e no ensino médio, de 40 a 45.