Como diz o ditado popular: "Tamanho não e documento”. Este provérbio se emprega muito bem ao grande ídolo e xodó da torcida noroestina. O atacante Buiu, que possui uma modesta estrutura, mas que se destaca por causa das aparições geralmente no segundo tempo das partidas, sempre “deixando o seu” e na maioria das vezes gols feitos com categoria, por todos os seus atributos vem conquistando o respeito e o carinho da torcida noroestina.
Oriundo das categorias de base do Norusca que, na verdade, é a carteira de identidade do clube, foi emprestado no ano passado ao desconhecido Toledo, do Paraná, e deixou saudades no seio da nação noroestina, pois ele sempre foi um atleta que se identificou com a torcida e dela recebendo sempre um tratamento carinhoso.
No jogo da última quarta-feira contra o América, sem dúvida um jogo complicado para as pretensões do Norusca, estava faltando o Buiu. Aliás, quando ele entra em campo geralmente costuma infernizar as defesas já cansadas. Eis que nos derradeiros minutos finais da partida o técnico Comelli resolve fazer uma alteração e põe o nosso Buiu ou Buiuzinho, como é carinhosamente chamado, para jogar. E não deu outra. Lá estava ele novamente deixando a sua marca para o delírio do pequeno público que lá compareceu para prestigiar o grande Norusca.
O Buiu lembra muito o Tupãzinho, que no início dos anos 90 ficou conhecido como o talismã do Corinthians e do Cruzeiro, por entrar no segundo tempo das partidas e sempre fazer gols. Boa sorte, Buiu, na sua carreira junto ao nosso grande Noroeste. Espero que você continue sempre com essa grande estrela e se possível deixando o seu, para nossa alegria. Dá-lhe Buiu. Um grande abraço a toda nação noroestina e toda minha querida Bauru (cidade do Norusca).
Reynaldo C. Grillo - New Jersey - EUA