11 de julho de 2026
Política

Prefeitura vai gerar 660 vagas em oito pólos de alfabetização

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

A Secretaria Municipal de Educação abriu procedimentos de licitação para a construção de oito pólos de alfabetização com capacidade para abrigar 660 vagas, entre jovens e adultos e alunos especiais na cidade. O programa, gerado de forma simultânea para abrir oito Centros de Educação para Jovens e Adultos (Ceja) em diferentes regiões da periferia, será implantado nas novas unidades a partir do início de 2007, revelou ontem a titular da pasta, Ana Daibem.

Conforme os projetos elaborados pela administração municipal, os Cejas vão atender ao redimensionamento do atual programa de alfabetização de adultos que funcionam em locais provisórios e atender à demanda dentro do novo modelo. Os oitos pólos vão contar com 500 vagas para adultos e outras 160 para alunos especiais.

“De imediato estão sendo licitadas a construção de oito unidades, com previsão para 10. É um salto de qualidade no conceito de educação inclusiva que teve sua primeira ação iniciada ainda no primeiro governo do Tuga, na década de 80. Agora a administração assume isso como política de educação através da criação de estrutura específica própria”, aborda Daibem.

Conforme a diretora de Divisão do Ceja, Idalina Rover, os pólos vão atender à demandas já cadastradas. “Hoje temos 70 professores contratados para a educação de jovens e adultos, com 1.619 matriculados para o programa no segundo semestre deste ano que está em 64 salas distribuídas por escolas municipais e em locais específicos, inclusive canteiros de obras. Os pólos vão mudar esse conceito”, menciona.

A decisão de licitar oito projetos em agosto, mês em que estão programadas as aberturas de envelopes, visa programar a entrega dos prédios para utilização no início de 2007. São construções com 213 metros quadrados de área construída com duas salas com capacidade para 25 a 30 alunos do Ceja e outra específica para estudantes especiais, com limite para 20 em cada unidade de acordo com o tipo de deficiência do grupo. O valor estimado previsto para cada projeto é de R$ 250 mil.

“O pólo será referência neste segmento e as instalações vão atender de forma específica a esse programa, do mobiliário aos equipamentos de suporte na sala de aula. O projeto ainda conta com copa, sala de professores, banheiros e hall”, explica Idalina Rover.

Distribuição

As oito unidades do Ceja estão distribuídas por diferentes regiões da periferia de acordo com a distribuição de demanda. Cinco dos pólos estarão perto ou dentro de áreas onde existem escolas municipais (Emeis). Um Ceja será construído na região do Residencial Tívoli, para atender aos alunos do Parque das Nações e Vila Zillo e outro dentro das dependências da Regional Administrativa do Jardim Redentor.

“As construções serão simultâneas. Além desses oito pólos, estamos estudando como atenderemos à demanda no Centro, para comerciários por exemplo. A idéia original era ter um Ceja dentro da área ferroviária, mas como o local vai abrigar um shopping temático estamos estudando outra saída”, conta a secretária.

Conforme os estudos da secretaria, a maior demanda por vagas para educação de jovens e adultos hoje está concentrada na região do Jardim Petrópolis, Parque Santa Edwirges, que será atendida pelo Ceja previsto para o Parque São Geraldo, na quadra 1 da rua Benedito Raimundo de Matos.

“Os pólos são inéditos em programas nessa área, para gerar dignidade para esse público, com salas bem equipadas. É uma opção pela educação inclusiva que o prefeito Tuga já iniciou em sua primeira gestão, quando decidiu criar programa local para o antigo Mobral. Agora o avanço é construir unidades específicas para esse contingente”, acrescenta.

O programa de alfabetização de jovens e adultos já formou 40 mil pessoas em Bauru, com idade de 13 a 80 anos. “Já tivemos aluna de 83 anos. Muitos são migrantes, trabalhadores da construção civil, por exemplo, que chegam à cidade para trabalhar e buscam a formação escolar que ficou atrasada. Hoje o Ceja só atende à noite e este programa vai permitir abrir vagas em horários diurnos, hoje impossível porque o programa é realizado em escolas municipais, que já funcionam ao longo do dia”, explica Ana Daibem.

A administração também quer otimizar os espaços dos Cejas fora do período de aulas. “São estruturas que poderão servir a reuniões da comunidade, programas culturais, espaços para uso da comunidade fora dos períodos de aula”, reforça.