08 de julho de 2026
Internacional

Itamaraty sofre com problemas na retirada

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Beirute - O Ministério das Relações Exteriores informou que os motoristas contratados pela embaixada em Damasco para retirar cerca de mil brasileiros do Vale do Bekaa, no Sul do Líbano, desistiram da tarefa por causa da falta de segurança para fazer a viagem.

De acordo com o embaixador Everton Vieira, o governo havia contratado 20 ônibus com 50 lugares cada para levar brasileiros a Damasco, de onde seria organizado o retorno do grupo. A estratégia, porém, foi prejudicada pelo recrudescimento dos bombardeios em Beirute na noite de anteontem.

O governo do Canadá ofereceu ao governo brasileiro 50 lugares em um navio que sairá do amanhã do porto de Beirute para Mersin, na Turquia, a 45 quilômetros de Adana - cidade onde o Itamaraty montou um escritório e de onde vão partir os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) que irão buscar brasileiros de amanhã a quinta-feira.

O Itamaraty mudou a data de saída de Adana de um dos vôos da FAB. O Sucatão, avião de 150 lugares que sairia na terça de Adana com destino a São Paulo, sairá agora na quarta. Na quinta, outro avião, trará mais 80 passageiros. Os dois aviões também farão vôos, respectivamente, no domingo e na segunda, transportando, nas quatro viagens, 460 pessoas.

A Varig ofereceu um avião para ir buscar brasileiros, mas a empresa ainda precisa convencer um arrendador a liberar uma aeronave.

Segundo Vieira, outras companhias aéreas internacionais também ofereceram ajuda ao governo, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, está em contato com essas companhias.

De acordo com o diplomata, ainda não se discutiu pagamento. De acordo com o embaixador, o governo também considera a possibilidade de contratar embarcações, o que não resolve, porém, o problema dos que estão no Vale do Bekaa. A região é isolada por montanhas e uma das mais atingidas pelos bombardeios.