09 de julho de 2026
Internacional

Israel chama mais 3 mil para guerra

Por Michel Gawendo Tzfat | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Tel Aviv - O Exército de Israel convocou ontem cerca de 3 mil reservistas para a guerra contra o Hizbollah no Sul do Líbano e concentrou tropas e blindados na fronteira. O Exército pode mobilizar até 20 mil soldados da reserva e 300 tanques nos próximos dias.

Parte dos reservistas deverá substituir tropas regulares que estão atuando na Faixa de Gaza. Estas serão mandadas para a frente libanesa. O chefe do Estado Maior israelense, Dan Halutz, disse que as operações serão limitadas e que somente força aérea não pode cumprir a missão principal, que, em suas palavras, é “enfraquecer o Hizbollah”. “Aviões não podem colocar uma bandeira em um monte. Às vezes, é preciso que soldados olhem nos olhos do inimigo e o enfrente.”

Israel advertiu os civis a deixarem o Sul do Líbano, onde há três dias entrou com tropas terrestres para enfrentar o Hizbollah. Halutz não falou em tempo e disse que a ofensiva é de longo prazo. O militar disse em Tel Aviv que cerca de 100 membros do Hizbollah foram mortos em dez dias de combates.

Ele afirmou que líderes morreram e que não divulgaria nomes. Foi a primeira estimativa oficial de Israel sobre terroristas mortos. O Hizbollah não divulgou números e diz que sua capacidade militar e liderança estão intactas. Israel estima ter destruído metade do arsenal do grupo. Em dez dias de conflito, o Hizbollah disparou mais de 900 foguetes contra cidades no Norte de Israel, matando 15 civis. Até agora, 19 soldados israelenses morreram na ação.

O governo libanês afirma que ao menos 362 libaneses morreram desde o início da ofensiva, incluindo 20 soldados e seis militantes. Segundo fontes militares, os combatentes do Hizbollah são bem treinados, determinados e, provavelmente, coordenados por iranianos.

A tática do Hizbollah é provocar uma guerra de atrito. Os combatentes estão escondidos em túneis camuflados, saindo apenas para emboscadas contra as tropas de Israel e para disparar Katyushas.

Ontem, a cidade de Haifa voltou a ser atingida. Os foguetes caíram sobre uma agência de correio no centro da cidade, que estava movimentado depois de 24 horas quase sem sirenes. Um prédio residencial foi atingido e três apartamentos foram danificados, mas ninguém foi ferido. Outras localidades foram atingidas na Galiléia, ferindo 16 pessoas. O chefe do Comando Norte do Exército israelense, Udi Adam, disse esperar mais semanas de operações no Líbano, com mais baixas.

Caças da Força Aérea de Israel bombardearam anteontem a principal estrada que liga o Líbano à Síria, incendiando ônibus de passageiros, sem deixar vítimas, segundo a polícia.

Gaza

Tropas israelenses iniciaram ontem uma retirada do campo de refugiados de Mughazi, em Gaza. Na Cidade de Gaza, quatro palestinos morreram depois que a casa do membro do Hamas, Mohammed Harara, foi atingida por uma bomba. Além de Harara, foram mortos no ataque sua mãe e seus dois irmãos, segundo médicos.