Vinho é cultura - Chile
O vinho é um tema apaixonante. Podemos permanecer horas discutindo o assunto. E, se vinho é cultura, saber o que se bebe faz uma enorme diferença.
Após a leitura do texto, quando vocês abrirem uma garrafa do vinho chileno, já saberão um pouquinho da sua história e entenderão a expressão usada pelos enófilos (estudiosos do vinho) “apreciar o vinho”, e não simplesmente “tomar o vinho”.
Os vinhos chilenos vêm ganhando destaque nos últimos anos por sua qualidade e seu preço (relação custo-benefício), embora o pisco (destilado da uva) seja a bebida mais popular do país.
O “terroir”, que é o conjunto de condições de uma determinada região vinícola (localização do vinhedo, solo, irrigação, ângulo de incidência do sol, tempo de exposição solar durante o ano, variação de temperatura nas 24 horas do dia, dias de chuva durante o ano e outros fatores climáticos), é a principal razão do enorme sucesso que o vinho chileno tem alcançado.
Fica fácil se compreender isso quando se observa as características do Chile. O país tem 4.274 quilômetros de extensão costal entre o Oceano Pacífico (oeste), a Cordilheira dos Andes (leste), o deserto Atacama (norte) e as geleiras antárticas (sul). Entre a costa do Pacífico e os Andes, a largura mais estreita tem 90 quilômetros e a mais larga (entre as geleiras e o deserto) tem 380 quilômetros.
Lá, a chuva varia entre 340mm a 1000mm por ano e quase não chove na época da colheita, o que é muito bom.
Em relação à água, a irrigação é feita por gotejamento direto, por meio de sofisticados equipamentos computadorizados que dosam a quantidade suficiente de água para cada região. A água, puríssima, é colhida do degelo da Cordilheira dos Andes.
A temperatura apresenta sensível diferença entre a do dia e a da noite. Altas temperaturas durante o dia e muito frio à noite são condições que permitem amadurecimento lento das uvas. A variação de temperatura dia/noite é de 15ºC, chegando mesmo a 30ºC.
Quanto à localização, os vinhedos são cultivados nas encostas mais planas dos morros (altiplanos), conhecidas como “mesas”.
O país é considerado um produto do Novo Mundo (do vinho), juntamente com África do Sul, Austrália, Argentina. Uruguai, Estados Unidos (Califórnia) e Nova Zelândia. Os vinhos do Velho Mundo provêm de Portugal, Espanha, Itália, França e Alemanha.
A posição geográfica do Chile, entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, foi a barreira natural para que os vinhedos não fossem atacados pela filoxera, praga que quase dizimou as parreiras da Europa, justamente a principal fornecedora das principais cepas (mudas) nobres de uvas viníferas chilenas.
O fato de não ter sido atacado pela praga é motivo de orgulho para os vinicultores chilenos e a razão da existência, naquele país, de vinhedos com mais de 100 anos.
Cada país tem um tipo de uva que o caracteriza. A do Chile é a Carmenère, de origem francesa (região de Bordeaux), quase extinta no mundo. Foi por muito tempo, nos vinhedos chilenos, confundida com a uva Merlot. Somente em 1994 ela foi reconhecida. A sua sobrevivência deve-se ao fato de o Chile ter importado as suas cepas bem antes dos vinhedos europeus serem atacados pela filoxera. Porém, a Carmenère não é a uva mais plantada no Chile, mas sim a Cabernet Sauvignon.
Outros tipos de uva que identificam cada um dos países do novo mundo: África do Sul – Pinotage; Argentina – Malbec; Austrália – Shirah; Califórnia – Zinfandel.
Outro fator que merece comentário é o grande investimento estrangeiro feito no Chile por outros países, como a França, Estados Unidos e Austrália, empregando tecnologia de ponta, o que estimulou a formação de uma nova geração de enólogos(as), supervisionados e orientados por enólogos internacionalmente reconhecidos.
O Chile possui cinco regiões vinícolas, subdivididas em sub-regiões: Atacama, Coquimbo, Aconcágua, Vale Central e Vale Sul.
Os vinhos chilenos são envelhecidos em barricas de carvalho novo - normalmente francês - e ficam prontos para consumo após três ou quatro anos. Não devem ser guardados por mais do que sete ou oito anos.
O sommelier francês Eric Beaumard diz que, na relação entre qualidade e preço, o Chile é imbatível e aprova a qualidade regular da produção chilena. Diz ele: “Eu mesmo, num restaurante na Inglaterra, entre um francês médio e um chileno, escolho o chileno...”.
Atualmente, o vinho do Chile tem condições de disputar o concorrido mercado internacional. E tem feito isso com altivez.
“A busca, no vinho e na vida, não deve ser interrompida.” (Patrícia Carraro, enóloga)
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Fui convidado para o lançamento de um produto na próxima semana. Será em um restaurante, às 20h. Como devo ir vestido?
Vicente – Barra Bonita / SP
Resposta: Sugiro o traje passeio: calça social, isto é, calça sem recortes; camisa de manga longa e uma malha bem bonita ou uma jaqueta.
Não há a necessidade de usar terno.
Capriche no sapato. Sucesso!!!
Como convidar amigos que eram casados e agora estão separados?
Érica – Bauru / SP
Resposta: Se você continuou amiga dos dois, pode convidá-los se a separação não foi muito dolorosa.
Para não ter surpresa desagradável, quando fizer o convite para um, avise que o outro também foi convidado.
Porém, se houver ressentimento, convide um de cada vez. Boa sorte.
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* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”
www.educacaoerequinte.com.br
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