Resfriados e gripes não “escolhem” pessoas para se instalarem, mas crianças e idosos são alvos potenciais destas doenças. Os dois grupos são os mais sensíveis às doenças respiratórias, pois neles os sintomas tornam-se ainda mais intensos. Isso porque nas crianças a imunidade do organismo ainda não está totalmente formada, ao passo que nos idosos acima de 60 anos o sistema imunológico vai perdendo eficiência.
Por isso, a pediatra bauruense Maria Tereza Vera Mondelli recomenda atenção redobrada com pessoas destas faixas etárias. “Nessa época do ano, as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas. Assim, deve-se evitar ficar em ambiente fechados, com fumaças, principalmente de cigarros, ingerir bastante líqüidos, fazer alimentação saudável e manter a casa sempre limpa, arejada e livre de ácaros. Já em idosos, além de todas essas precauções, também é indicada a vacinação antigripal”, orienta.
Tais cuidados devem ser redobrados no inverno, época propícia para as gripes. Com atuação na rede básica municipal de saúde, Mondelli constatou que, no período entre o final do outono e início do inverno, os casos de doenças respiratórias aumentaram 40%. “Desse total 80% eram de origem viral, principalmente gripes e resfriados, mas também foram registrados moléstias bacterianas, como amidalites, sinusites e pneumonias”, enfatiza.
E, na hora do tratamento, a médica recomenda procurar auxílio médico e evitar a automedicação. “As pessoas podem confundir os sintomas. Às vezes, acha-se que é uma gripe e na verdade o indivíduo pode estar com uma sinusite, pneumonia ou amidalite, cujo tratamento passará pela administração de antibióticos. Além disso, pode-se ingerir medicações desnecessárias ou erradas”, alerta.
A médica esclarece, ainda, que o tratamento de gripes e resfriados são voltados para os sintomas. “Tudo depende dos sintomas, pois medicação específica, como antivirais, até existe, mas não tem se utilizado muito porque são remédios muito novos e, como são doenças benignas e 99% das gripes evoluem bem, normalmente o tratamento é apenas sintomático”, finaliza.