08 de julho de 2026
Geral

Projeto começou há dois anos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Alunos e professores da Faculdade de Engenharia Elétrica da Unesp de Bauru estão debruçados sobre o projeto de robôs cooperativos há dois anos. Durante esse tempo, as pesquisas avançaram pouco. Os resultados são tímidos e isolados.

Mas não é apenas a falta de recursos – a eterna vilã dos pesquisadores brasileiros – que está impedindo que os estudos deslanchem. O ritmo de trabalho está lento também por falta de dedicação exclusiva ao projeto. Atualmente, os experimentos fazem parte de uma atividade extracurricular executada por alunos da graduação. Ou seja, eles dividem o tempo entre a pesquisa e as disciplinas regulares do curso.

“Se tivéssemos alunos em tempo integral, certamente teríamos resultados mais rápidos”, afirma o professor José Eduardo Castanho. A participação no projeto é livre para qualquer aluno, seja ele iniciante ou do quinto ano.

No ano passado, a equipe era formada por 20 alunos. Atualmente, apenas quatro continuam trabalhando. A maioria abandona a pesquisa quando consegue um estágio ou para se dedicar mais ao curso. Castanho acredita que com a chegada de novos alunos, a equipe deverá ser novamente reforçada a partir do ano que vem.

Ele explica o motivo: “É uma atividade extraclasse muito enriquecedora”. O trabalho é dividido em grupos e cada um trabalha em um aspecto específico. Para o professor, isso é fundamental na engenharia. “Ter a capacidade de trabalhar em grupo, colaborar com outras equipes, estabelecer metas conjuntas e chegar ao mesmo tempo com o trabalho pronto. Isso é muito importante para a formação de um engenheiro”, afirma.

Segundo ele, é indispensável em um trabalho de pesquisa que os alunos tenham a iniciativa de aprender sozinhos, tentem resolver os problemas de maneira mais autônoma possível.