08 de julho de 2026
Geral

Falta tempo para dedicar à pesquisa

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Mas não são apenas os alunos de engenharia da Unesp que não têm tempo para uma dedicação maior ao projeto. Assim como eles, os professores também não estão envolvidos de uma forma mais efetiva. “A gente dedica um tempo para a orientação de alunos, outro para o ensino e sobra um pouco para a pesquisa. Não dá para ficar focado só nisso”, comenta o professor José Castanho.

O ideal, segundo ele, seria a implantação de cursos de pós-graduação voltados à engenharia elétrica. “Os alunos de pós têm um tempo de dedicação maior às pesquisas, porque esse é o foco do curso deles”, explica. A implantação da pós já foi solicitada pelo Departamento de Engenharia Elétrica, mas ainda não houve resposta. “Estamos confiantes”, diz o professor.

No que diz respeito aos recursos financeiros, o projeto dos robôs cooperativos conta com uma ajuda discreta da própria faculdade. “Não é muita coisa, mas temos conseguido comprar os componentes”, revela Castanho. Os gastos com equipamentos giram em torno de R$ 2 mil a R$ 4 mil dependendo do robô que está sendo montado.

“Nós costumamos usar muito refugo (peças de equipamentos usados). Se tivéssemos mais recursos, o desenvolvimento do projeto seria mais rápido.” Castanho conta que pensou em pedir ajuda a instituições como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mas acha melhor aguardar resultados mais concretos. “No momento, temos trabalhado só com alunos da graduação. Isso limita um pouco a nossa possibilidade de resultados.”