Santos - O atacante do Real Madrid, Robinho, que passa férias em Santos, afirmou ontem que não se importa com quem assumirá o comando da Seleção Brasileira após a saída do técnico Carlos Alberto Parreira. “Para mim é indiferente. Independentemente do treinador que sirva a Seleção, seja ele o Paulo Autuori ou qualquer outro, o importante é que me convoquem’’, afirmou o jogador.
Questionado se gostaria de ver seu ex-técnico Vanderlei Luxemburgo, que o comandou no Santos e no Real Madrid, como novo treinador da Seleção, Robinho afirmou apenas que ele é um “grande profissional e amigo’’.
Na entrevista por telefone, o atacante considerou um “ato infeliz’’ a cabeçada que seu amigo francês Zidane deu no zagueiro italiano Materazzi, na final da Copa da Alemanha. “Mas isso também não tirou o que ele fez na Copa do Mundo, em que, merecidamente, foi o melhor”.
Ele ainda defendeu o lateral-esquerdo Roberto Carlos, outro jogador do Real Madrid, e julgou que o companheiro não foi culpado pelo gol da França que eliminou o Brasil do Mundial, nas quartas-de-final.
“Para sair um gol, há uma série de erros. Há a falta que fizeram, a bola no ataque que perdemos. É fácil falar que foi culpa do Roberto”. De acordo com Robinho, a Seleção foi eliminada porque aceitou muito a marcação francesa e viu o adversário neutralizar todas as jogadas.
“Não apresentamos o futebol que o brasileiro apresenta”, compleou Robinho, que durante as férias no Brasil está freqüentando o CT Rei Pelé, do Santos, para manter a forma física e se recuperar de uma lesão na coxa, contraída durante a Copa do Mundo.