09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O adeus que só chegou depois...


| Tempo de leitura: 1 min

Tudo começou no andar de cima do “Pão de Queijo”, a famosa esquina da Av. Rodrigues Alves com Azarias Leite. Foi quando você e Marilze me acolheu. Tinha uma longa escada de três salas pequenas, que faziam aumentar mais o calor humano, o amor próximo, que sempre foi o seu forte.

Depois, fomos para a rua Cussy Jr., era bem melhor, até quando chegou aquela inflação insuportável, que nos fez sair cada um para sua casa.

Contudo, foi um longo tempo juntos, éramos uma família.

Dividíamos a glória, as alegrias e tristezas. E você tinha um sonho. O cartório de Registro Civil. E esse sonho foi realizado. Você alargou o seu serviço e seu círculo de amizade.

Mas de repente, Gilberto, você se foi, sem tempo de falar que ia, até mesmo para aqueles que tanto te amavam.

Eu tentei acreditar que era mais uma daquelas escapadelas até o litoral, nas véspera de um feriado mais longo, e que quando você voltava feliz, dizia “uma frase jurídica”... e ríamos muito.

Mas não foi. Foi tão rápido que o meu adeus só chegou depois. Gilberto você foi aquele ser que por onde passou, deixou marcas - juntos de anos, que jamais serão esquecidas.

Rosa Santos Carbonieri - RG 3.184.625