08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

CPs sem advogados


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Eu, Argemiro Parizoto, brasileiro, casado, técnico em contabilidade, RG 4.953.953, CPF 473.858.128-72, residente em Piratininga na Rua Martin Afonso, 30, assinante deste Jornal há vários anos, venho por meio desta expor minhas idéias com relação às CP que estão acontecendo nesta cidade.

Fui vereador durante 16 anos (4 mandatos seguidos), presidente de Câmara por 3 vezes. Neste período, fiz parte de CPI contra o prefeito Armando Persin. Eu e mais 2 vereadores, Joaquim Carlos de Mattos e Francisco Silvestre, concluímos a CPI sem a presença de advogados, e, como presidente da Câmara, neguei para uma outra comissão a presença de advogado.

Hoje a situação das CPs em Piratininga está bastante crítica. São 6 CPs em andamento e para cada CP se contrata um advogado. Tudo isso vai passar de R$ 30 mil. Os vereadores deveriam ter transformado as CPs em CPI, onde apuram-se os fatos e caso sejam comprovadas as fraudes pede-se a cassação do envolvido.

Sendo os vereadores pessoas experientes, inclusive alguns com curso de advocacia, poderiam eles mesmos estar trabalhando sem a presença de advogado contratado. Hoje a situação financeira da Prefeitura está um caos, está se pagando dois prefeitos (se fosse CPI, não seria necessário o afastamento), dois contadores, mais os advogados, tudo isso com o dinheiro do povo. Conforme matéria no Jornal da Cidade de 21/07, parabenizo o Ministério Público em apurar se há ou não necessidade de advogados para atuar nas CPs. Atenciosamente.

Argemiro Parizoto