Os 100 servidores da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) em Bauru não realizaram a paralisação de 24h ontem, como foi programado pela categoria na semana passada. Os trabalhadores cruzariam os braços pela segunda vez para reivindicar garantia de emprego, reajuste de 3,5% no salário e aumento real de 11%, além de aumento no valor da participação nos lucros.
De acordo com Everton Rodrigues de Matos, diretor regional do Sindicato dos Eletricitários (Sinergia/CUT), a greve foi suspensa porque o comando do movimento optou por aguardar o resultado da audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre membros da categoria e representantes da companhia. “Infelizmente, não houve avanço na negociação. A CPFL continua recusando nossa pauta”, diz Matos.
Hoje, a partir das 7h, o comando de greve em Bauru fará uma assembléia com os trabalhadores em frente à sede regional da empresa na cidade, localizada na Vila Falcão. Ontem à noite, uma reunião em Campinas entre os líderes do movimento definiria se os funcionários seriam orientados a iniciar greve dentro dos próximos dias.
De acordo com a assessoria de imprensa da CPFL, a empresa apresentou uma contraproposta de reajuste salarial de 4% mais abono de R$ 340,00, o que foi rejeitado pelos trabalhadores.